Cicatrização cutânea no feto

Autores

  • Pedro Ribeiro Soares de Ladeira Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina
  • Cesar Isaac Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Hospital das Clínicas. Laboratório de Pesquisa em Cultura Celular e Feridas
  • Andre Oliveira Paggiaroc Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Hospital das Clínicas. Banco de Tecidos
  • Maria Izabel Boyaciyan Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Hospital das Clínicas
  • Marcus Castro Ferreira Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Hospital das Clínicas. Divisão de Cirurgia Plástica e Queimados

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v90i2p60-67

Palavras-chave:

Cicatrização, Feto/fisiologia, Reparação, Lesões pré-natais/reabilitação, Pele fetal, Cura da ferida

Resumo

A reparação cutânea fetal tem atraído atenção de muitos pesquisadores. A cura da ferida no feto é única, pois feridas da pele fetal reparam-se rapidamente sem formação de cicatrizes. Conduzimos, neste estudo, uma revisão da literatura referente ao processo de reparo cutâneo da pele fetal comparando-o ao reparo após o nascimento. A resposta fisiológica às lesões cutâneas, ocorridas no período pós-natal, é a reparação do tegumento o que pode resultar na formação de tecido cicatricial. Entretanto, fetos em fase precoce de gestação respondem à mesma situação com regeneração completa da pele. Para explicar essa diferença, vários fatores, como produção aumentada de colágeno III por fibroblastos fetais e maior presença desse tipo de colágeno nas peles desses fetos têm sido considerados. O aumento do ácido hialurônico na matriz fetal correlaciona-se à capacidade de migração dos fibroblastos na reparação sem cicatriz. Miofibroblastos surgem na ferida fetal somente a partir do momento da gestação em que se formam cicatrizes. Além disso, observou-se o aumento na quantidade de moléculas de adesão na reparação sem cicatriz, o que aumentaria adesão e migração celular. Menores níveis de bTGF1 nas feridas fetais são correlacionados à diminuição na quantidade de colágeno I e podem ser resultado de maior expressão relativa de bTGF3, que inibe o bTGF1. Tem sido demonstrado que o ambiente hipóxico na ferida fetal conjuntamente com aumento das células Dot sanguíneas, podem estar relacionados à diferença no reparo. Expressões gênicas distintas guiam essas diferentes respostas e também podem ajudar a elucidar a regeneração cutânea fetal

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Biografia do Autor

Pedro Ribeiro Soares de Ladeira, Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina

Acadêmico de Medicina, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP

Cesar Isaac, Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Hospital das Clínicas. Laboratório de Pesquisa em Cultura Celular e Feridas

Médico responsável pelo Laboratório de Pesquisa em Cultura Celular e Feridas – LIM 04 HCFMUSP

Andre Oliveira Paggiaroc, Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Hospital das Clínicas. Banco de Tecidos

Médico responsável pelo Banco de Tecidos do Instituto Central do Hospital das Clínicas da FMUSP

Maria Izabel Boyaciyan, Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Hospital das Clínicas

Médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Marcus Castro Ferreira, Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Hospital das Clínicas. Divisão de Cirurgia Plástica e Queimados

Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Plástica – FMUSP e Diretor Técnico da Divisão de Cirurgia Plástica e Queimados - HCFMUSP

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Publicado

2011-06-17

Como Citar

Ladeira, P. R. S. de, Isaac, C., Paggiaroc, A. O., Boyaciyan, M. I., & Ferreira, M. C. (2011). Cicatrização cutânea no feto. Revista De Medicina, 90(2), 60-67. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v90i2p60-67

Edição

Seção

Artigos