Psoríase pustulosa palmoplantar tratada com etanercepte: relato de caso

  • Fernanda de Sousa Ferrara Hospital Padre Bento de Guarulhos, Serviço de Dermatologia
  • Camila Oliveira Alvarenga Hospital Padre Bento de Guarulhos, Serviço de Dermatologia
  • Maria do Rosário Vidigal Hospital Padre Bento de Guarulhos, Serviço de Saúde do Núcleo de Ambulatório de Dermatologia
  • Antônio José Tebcherani Universidade Federal de São Paulo, Hospital Padre Bento de Guarulhos, Serviço de Dermatologia
  • Ana Paula Galli Sanchez Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital Padre Bento de Guarulhos, Serviço de Dermatologia
Palavras-chave: Psoríase, Qualidade de vida, Dermatopatias, , Artrite psoriásica, Fator de necrose tumoral alfa

Resumo

Contexto: A psoríase pustulosa palmoplantar (PPPP) é uma das apresentações clínicas da psoríase, muitas vezes de difícil tratamento, podendo-se utilizar diversos medicamentos tópicos e sistêmicos. O uso dos anti-TNFα no tratamento das formas pustulosas de psoríase é controverso, visto que a resposta clínica é variável, além desta classe de medicação biológica poder desencadear psoríase pustulosa. Descrição do Caso: Doente feminina, 60 anos, branca, com diagnóstico de PPPP há 12 anos e artrite psoriásica há seis anos. Antecedentes pessoais relevantes: hipertensão arterial sistêmica, hipertrigliceridemia e obesidade. Apresentou refratariedade tanto aos tratamentos tópicos instituídos (corticóides e emolientes) quanto aos sistêmicos (metotrexate, dapsona, colchinina e acitretina), tendo evoluído com excelente resposta terapêutica com etanercepte (administrado semanalmente, por via subcutânea, na dose de 50 mg). Discussão: Os anti-TNFα são eficazes no tratamento da psoríase em placas moderada a grave. Mas, o tratamento da PPPP com anti-TNFα não é classicamente preconizado. Segundo a literatura a resposta terapêutica com este tipo de medicamento é variável na PPPP. Além disso, os anti-TNFα podem desencadear quadro de pustulose palmoplantar. No entanto, há relatos de sucesso terapêutico com anti-TNFα em casos refratários de PPPP. Em função das comorbidades da paciente e após terem sido esgotadas as possibilidades terapêuticas clássicas, optamos pelo uso do etanercepte, que se mostrou eficaz. A doente iniciou tratamento em abril de 2008 e mantém o uso do etanercepte até a presente data, estando em remissão da doença. Conclusão: Destacamos a possibilidade do uso de anti-TNFα em paciente com PPPP refratária ao tratamento convencional. No nosso caso, o etanercepte mostrou-se eficaz e seguro, não tendo a doente apresentado nenhum efeito adverso grave

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Biografia do Autor

Fernanda de Sousa Ferrara, Hospital Padre Bento de Guarulhos, Serviço de Dermatologia
Médica colaboradora do Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos
Camila Oliveira Alvarenga, Hospital Padre Bento de Guarulhos, Serviço de Dermatologia
Médica colaboradora do Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos
Maria do Rosário Vidigal, Hospital Padre Bento de Guarulhos, Serviço de Saúde do Núcleo de Ambulatório de Dermatologia
Diretora Técnica de Serviço de Saúde do Núcleo de Ambulatório de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos; médica Dermatologista e Hansenóloga do Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos
Antônio José Tebcherani, Universidade Federal de São Paulo, Hospital Padre Bento de Guarulhos, Serviço de Dermatologia
Mestre em Patologia pela UNIFESP, Patologista do Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos
Ana Paula Galli Sanchez, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital Padre Bento de Guarulhos, Serviço de Dermatologia
Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; médica dermatologista do Serviço de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos
Publicado
2011-09-11
Como Citar
Ferrara, F., Alvarenga, C., Vidigal, M., Tebcherani, A., & Sanchez, A. P. (2011). Psoríase pustulosa palmoplantar tratada com etanercepte: relato de caso. Revista De Medicina, 90(3), 128-132. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v90i3p128-132
Seção
Artigos