Depressão pós-parto: incidência e fatores de risco associados

  • Ana Carolina Emerenciano Guedes Universidade Positivo, Faculdade de Medicina
  • Cinthia Tiemi Kami Universidade Positivo, Faculdade de Medicina
  • Laura Kolb de Vargas Cavalli Universidade Positivo, Faculdade de Medicina
  • Stephanie Kosmos Nicolaou Universidade Positivo, Faculdade de Medicina
  • Válery Baggio Hess Universidade Positivo, Faculdade de Medicina
  • Eliane Mara Cesário Pereira Maluf Universidade Federal do Paraná, Departamento de Clínica Médica Ambulatorial, Universidade Positivo, Programa de Saúde da Família
Palavras-chave: Depressão pós-parto, Fatores de risco, Incidência, Estudos transversais

Resumo

As doenças psiquiátricas do pós-parto foram reconhecidas como transtorno específico há pouco tempo. São, por isso, pouco pesquisadas e de escasso conhecimento. Contudo, mostram-se de identificação importante pela morbidade e frequência com que acometem as puérperas. A prevalência de depressão pós-parto (DPP) é de 10-15%, com estudos apontando para 22%. Sua etiologia é multifatorial e inclui fatores biológicos, psicológicos e sociais, podendo durar até um ano após o parto. Buscou-se avaliar a incidência de DPP em puérperas no primeiro ano de pós-parto na cidade de Curitiba – PR, tentando ainda identificar as mudanças de humor ocorridas no pós-parto e os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento da DPP. Aplicaram-se dois questionários, com o perfil socioeconômico e a Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo, visando rastrear mães com sintomas compatíveis com DPP. Pontuações maiores ou iguais a 10 foram consideradas positivas e encaminhadas para avaliação com profissional especializado. Os dados foram avaliados estatisticamente pelo programa SPSS 10.0. Analisaram-se 146 mães, com média etária de 28,97 anos e período de pós-parto majoritário de 3-6 meses. Houve predomínio de mães casadas, com ensino superior e renda de 4-6 salários mínimos. Um total de 31,5% das mães apresentou escore compatível com DPP, sem pico de incidência em relação ao período de pós-parto. Relacionamento insatisfatório mostrou-se como fator de risco para DPP e ajuda insatisfatória como possível fator. Idade e escolaridade maternas, estado civil e renda, não mostraram relevância estatística. Encontrou-se média de casos compatíveis com DPP acima da descrita na literatura, entretanto, tal média apresenta-se com grande variação, evidenciado o caráter cultural e ambiental do transtorno

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Biografia do Autor

Ana Carolina Emerenciano Guedes, Universidade Positivo, Faculdade de Medicina
Acadêmica de Medicina, Universidade Positivo, Curitiba, PR
Cinthia Tiemi Kami, Universidade Positivo, Faculdade de Medicina
Acadêmica de Medicina, Universidade Positivo, Curitiba, PR
Laura Kolb de Vargas Cavalli, Universidade Positivo, Faculdade de Medicina
Acadêmica de Medicina, Universidade Positivo, Curitiba, PR
Stephanie Kosmos Nicolaou, Universidade Positivo, Faculdade de Medicina
Acadêmica de Medicina, Universidade Positivo, Curitiba, PR
Válery Baggio Hess, Universidade Positivo, Faculdade de Medicina
Acadêmica de Medicina, Universidade Positivo, Curitiba, PR
Eliane Mara Cesário Pereira Maluf, Universidade Federal do Paraná, Departamento de Clínica Médica Ambulatorial, Universidade Positivo, Programa de Saúde da Família
Doutora em Medicina Interna, professora adjunta da Disciplina de Clínica Médica Ambulatorial da Universidade Federal do Paraná e de Saúde da Família da Universidade Positivo, Curitiba, PR
Publicado
2011-09-11
Como Citar
Guedes, A. C., Kami, C., Cavalli, L., Nicolaou, S., Hess, V., & Maluf, E. M. (2011). Depressão pós-parto: incidência e fatores de risco associados. Revista De Medicina, 90(3), 149-154. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v90i3p149-154
Seção
Artigos