Análise morfométrica de cinco opções de autoenxerto arterial de interposição para transplante de fígado intervivos em adultos

Autores

  • Ernesto, Sasaki Imakuma Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • André Leopoldino Bordini Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Lincoln Saito Millan Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Departamento de Cirurgia
  • Paulo C. B. Massarollo Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Departamento de Cirurgia

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v91i2p50-59

Palavras-chave:

Transplante de fígado, Doadores vivos, Artéria hepática, Cadáver, Transplante autólogo

Resumo

Nos transplantes intervivos de fígado em adultos, o enxertopossui apenas uma artéria segmentar, cujo calibre e extensão são geralmente pequenos. Assim, a distância entre essa artéria do enxerto e a artéria hepática do receptor geralmente é grande e os calibres desproporcionais, tornando tecnicamente difícil a reconstrução arterial hepática. Nestes casos, pode-se utilizar um autoenxerto vascular de interposição para facilitar o procedimento, evitando-se assim complicações cirúrgicas. Objetivo: O presente trabalho se propôs a comparar a artéria mesentérica inferior (AMI), artéria esplênica (AE), artéria epigástrica inferior (AEI), ramo descendente da artéria circunflexa femoral lateral (ACFL) e artéria hepática própria (AHP) como opções de autoenxerto de interposição em transplantes de fígado intervivos em adultos. Método: Foram dissecados 16 cadáveres frescos e coletados as referidas artérias de cada um deles. As variáveis estudadas foram diâmetro do orifício proximal, do distal e comprimento. O diâmetro proximal da AHP e os diâmetros distais AE, AMI, AEI e ramo descendente da ACFL foram comparados ao diâmetro distalda AHD. Os diâmetros proximais e distais da AE, AEI e ramo descendente da ACFL foram comparados entre si para avaliar ganho de calibre. Resultados: Todas as artérias, exceto a AMI, apresentaram diferença estatisticamente significante em relação à AHD quanto à diâmetro. Em termos de ganho de calibre, as artérias apresentaram diferença estatisticamente significante. Todas as artérias, exceto a AHP, apresentaram comprimento de 3 cm. Conclusão: A AMI apresentou a melhor compatibilidade de diâmetro com a AHD e comprimento suficiente para uso como autoenxerto. A AHP, AE, AEI e o ramo descendente da ACFL apresentam calibre estatisticamente diferente da AHD. Destas, somente a AHP não apresentou média de comprimento suficiente para uso em transplante de fígado intervivos.

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Biografia do Autor

Ernesto, Sasaki Imakuma, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina

Acadêmico do 6o ano de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Pesquisa realizada na FMUSP em conjunto com o Serviço de Verificação de Óbito da Capital (SVOC).

André Leopoldino Bordini, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina

Acadêmico do 3o ano de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Lincoln Saito Millan, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Departamento de Cirurgia

Orientador, Preceptor da Disciplina de Cirurgia Plástica do Departamento de Cirurgia da Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Paulo C. B. Massarollo, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Departamento de Cirurgia

Orientador, Professor Doutor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Publicado

2012-06-18

Como Citar

Imakuma, E. S., Bordini, A. L., Millan, L. S., & Massarollo, P. C. B. (2012). Análise morfométrica de cinco opções de autoenxerto arterial de interposição para transplante de fígado intervivos em adultos. Revista De Medicina, 91(2), 50-59. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v91i2p50-59

Edição

Seção

Artigos