Humanidades médicas no Reino Unido: uma tendência mundial em educação médica hoje

  • Maria Sharmila A. Sousa Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Escola Paulista de Medicina
  • Dante M. C. Gallian Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Escola Paulista de Medicina, Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde (CeHFi)
  • Rui M. B. Maciel Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Escola Paulista de Medicina
Palavras-chave: Humanização da assistência, Literatura de revisão como assunto, Educação médica, Ciências humanas/ética, Reino Unido.

Resumo

Este artigo tem por objetivo apresentar uma análise crítica do estado-da-arte da literatura sobre o movimento de introdução das Humanidades Médicas em Educação Médica no Reino Unido, assim como as percepções e atitudes de estudantesde Medicina, acadêmicos e pesquisadores na área. Para tal foi realizada uma revisão crítica de literatura nas bases Ovid-SP e Scopus para os descritores na língua inglesa ‘medical humanities’, ‘medical education’, ‘humanities’, ‘humanisation’, ‘physicians’, ‘patients’, ‘medical students’, ‘British’, ‘England’, no período de 2000 a 2011, com publicações em língua inglesa e por referência cruzada. Tal pesquisa gerou um resultado de 34 artigos, dos quais 29 encontram-se diretamente referenciados neste texto que mostra a maneira como as Humanidades Médicaspassaram a ser uma florescente disciplina a ser introduzida em Escolas Médicas a partir da década de 1950, paralelamente entre E.U.A. e Reino Unido. Neste panorama, historicizamos as origens do processo de dissolução do ‘bom médico’ e delineamoso caminho por meio do qual o Reino Unido configurou-se como o berço da atual tendência mundial de humanização dos cuidados em saúde. Desta maneira, o Reino Unido tem liderado o debate mundial com sua ampla experiência nas Humanidades em Saúde, primeiramente como instrumento de formação ética em saúde e, mais recentemente, como linha de pesquisa para investigar os efeitos observados na integralidade da formação de médicos produzidos pelos variados modelos de sua implementaçãoem suas Escolas Médicas após a publicação dos Médicos de Amanhã pelo General Medical Council em 1995, cujo objetivo é o de resgatar o ‘good doctor’, o ‘bom médico’, para a prática clínica.

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Biografia do Autor

Maria Sharmila A. Sousa, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Escola Paulista de Medicina
MSc Medicine, Science & Society, School of Social Sciences & Public Policy, King’s College London, University of London; Mestre em Ciências, Disciplina de Endocrinologia, Departamento de Medicina, Escola Paulista de Medicina, Especialista em Medicina Farmacêutica, Programa de Extensão Acadêmica, e Membro-Relatora do Comitê de Ética em Pesquisa, Universidade Federal de São Paulo.
Dante M. C. Gallian, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Escola Paulista de Medicina, Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde (CeHFi)
Professor Adjunto e Diretor do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde (CeHFi), Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e Ensino em Ciências da Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo.
Rui M. B. Maciel, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Escola Paulista de Medicina
Professor Titular de Endocrinologia, Diretor do Laboratório de Endocrinologia Molecular e Translacional, Disciplina de Endocrinologia, Departamento de Medicina, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo.
Publicado
2012-09-18
Como Citar
Sousa, M., Gallian, D., & Maciel, R. (2012). Humanidades médicas no Reino Unido: uma tendência mundial em educação médica hoje. Revista De Medicina, 91(3), 163-173. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v91i3p163-173
Seção
Artigos