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Trauma urológico

José Cury, José Luiz Borges de Mesquita, José Pontes, Luiz Carlos Neves de Oliveira, Mauricio Cordeiro, Rafael Ferreira Coelho

Resumo


Os traumas geniturinários representam 10% de todos os traumas em nosso serviço de emergência (HC-FMUSP). O rim é, em geral, o órgão mais freqüentemente envolvido, sendo os traumas de ureter e bexiga mais raros e associados a traumas de alta energia e a outras lesões severas concomitantes. As lesões de ureter são causadas em sua maioria por traumas penetrantes ou por lesões cirúrgicas iatrogênicas. As lesões de uretra, por sua vez, são quase sempre associadas a fraturas do anel pélvico, estando associadas a lesões vesicais em 10 a 17% dos casos. Um princípio primordial a ser aplicado no diagnóstico do trauma urológico é suspeitar-se da lesão pela avaliação do seu mecanismo e das forças envolvidas no traumatismo, pois os sinais envolvidos são inespecíficos, principalmente em vítimas de trauma fechado. O conhecimento da etiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento das principais lesões traumáticas do trato urinário é fundamental para a abordagem adequada do paciente politraumatizado no serviço de emergência. A interação do urologista com o cirurgião do trauma desde os momentos iniciais do atendimento permite guiar as decisões terapêuticas de maneira integrada e congruente. Neste artigo discutiremos os aspectos centrais do diagnóstico e do tratamento das principais lesões do trato geniturinário (TGU).

Palavras-chave


Traumatismo múltiplo/complicações; Trato urinário/lesões; Trato urinário/cirurgia; Bexiga urinária; Ferimentos e lesões; Uretra/lesões.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v87i3p184-194

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