Adoçantes artificiais: uma alternativa para o controle da obesidade?

  • Alexandre Fligelman Kanas Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Arielle Anzai Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Bruna Paccola Blanco Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Soo Jin Lim Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Edna Regina Nakandakare Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Palavras-chave: Adoçantes dietéticos, Perda de peso, Obesidade, Qualidade de vida.

Resumo

As mudanças no estilo de vida relacionadas ao sedentarismo e aos maus hábitos alimentares têm contribuído para o aumento da obesidade em todo o mundo. Dentre as consequências decorrentes das preocupações geradas por esse fenômeno, destaca-se o crescimento do consumo de adoçantes não nutritivos (NNS). Embora algumas análises tenham demonstrado benefícios dos adoçantes artificiais no manejo do peso outras indicaram efeitos opostos. De acordo com vários estudos de larga escala como o de *San Antonio Heart Study and the National Health and Nutrition Examination Survey* (NHANES) há uma associação direta entre a ingesta desses adoçantes e o ganho de peso e/ou IMC.Possíveis mecanismos envolvidos na influência dos NNS no controle ponderal devem ser considerados, embora existam alguns dados inconsistentes na maioria das pesquisas. Uma das hipóteses aponta para a falta de estimulação da fase cefálica da digestão como um fator de risco para a obesidade. Uma outra indica que a exposição a produtos doces poderia estimular o apetite. Existe também um questionamento relacionando os NNS à secreção de insulina e ao metabolismo da glicose. Quanto aos efeitos nutritivos e osmóticos, tais adoçantes poderiam oferecer menos saciedade quando comparados com os açúcares (NS). Uma das explicações para isso associa a menor liberação de peptídeos intestinais pelos NNS gerando assim menos saciedade e aumento do consumo energético. Sobre a palatabilidade, os NNS são frequentemente adicionados a comidas e bebidas, principalmente as de baixo teor calórico. Com isso, eles melhoram a aceitabilidade e podem concorrer com versões mais ricas em energia. Essa palatabilidade aumentada, por sua vez, de acordo com alguns estudos, incrementa a fome e estimula a ingesta alimentar.

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Biografia do Autor

Alexandre Fligelman Kanas, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmico de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Arielle Anzai, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmico de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Bruna Paccola Blanco, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmica de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Soo Jin Lim, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmico de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Edna Regina Nakandakare, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Orientadora, Laboratório de Lípides, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Publicado
2013-03-20
Como Citar
Kanas, A., Anzai, A., Blanco, B., Lim, S., & Nakandakare, E. (2013). Adoçantes artificiais: uma alternativa para o controle da obesidade?. Revista De Medicina, 92(1), 1-12. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v92i1p1-12
Seção
Artigos