Prevenção da reestenose pós-angioplastia coronária: mito ou realidade?

  • Edson Guilherme dos Santos Filho Faculdade de Medicina de Santo Amaro
  • Guilherme Lozi Abdo Faculdade de Medicina de Santo Amaro
  • Milton Orel Faculdade de Medicina de Santo Amaro
  • Carlos Gun Faculdade de Medicina de Santo Amaro
Palavras-chave: Coronariopatia/prevenção & controle, Coronariopatia/mortalidade, Coronariopatia/terapia, Arteriosclerose coronariana/fisiopatologia, Angioplastia com balão/método, Imunossupressores/uso terapêutico.

Resumo

A doença arterial coronária é a principal causa de óbito em ambos os sexos em nações industrializadas. A maioria destas mortes ocorre devido à aterosclerose das artérias coronárias. A medida terapêutica mais eficaz para a aterosclerose obstrutiva é a Angioplastia Percutânea Transluminal Coronária (APTC) com a utilização de stent. Entretanto, esta terapia vem encontrando limitações em seu sucesso, pois em 30 a 50% dos casos de implantação de stent ocorre a principal complicação deste procedimento – a reestenose. Inúmeros fármacos têm sido testados com o propósito de prevenir o processo reestenótico, porém o sucesso foi pequeno quando comparado às taxas de reestenose encontradas. Estes fármacos podem ser divididos em dois grupos, os de ação sistêmica e local. Os sistêmicos não apresentaram resultados satisfatórios, uma vez que as taxas variaram de 9,5 a 40% na prevenção da reestenose. Já as drogas de liberação local, através do revestimento de stent com substâncias liberadas lentamente, os resultados foram significativos. Os principais fármacos estudados neste grupo incluem a Rapamicina e Paclitaxel. Este obteve resultados importantes na proliferação das camadas íntima e média, alcançando taxa de reestenose de 4%. Já a Rapamicina, através da inibição da proliferação de células musculares lisas tem importante papel na
prevenção da neoformação intimal, confirmado através da realização de estudos randomizados e duplo-cegos (RAVEL),
nos quais constatou-se taxa de reestenose nunca antes observada na cardiologia intervencionista – 0%. Apesar de
resultados promissores, há necessidade de maiores estudos clínicos para definir a real efetividade desta droga na
prevenção da reestenose pós APTC.

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Biografia do Autor

Edson Guilherme dos Santos Filho, Faculdade de Medicina de Santo Amaro
Acadêmico do 4o. Ano da Faculdade de Medicina de Santo Amaro.
Guilherme Lozi Abdo, Faculdade de Medicina de Santo Amaro
Acadêmico do 4o. Ano da Faculdade de Medicina de Santo Amaro.
Milton Orel, Faculdade de Medicina de Santo Amaro
Acadêmico do 4o. Ano da Faculdade de Medicina de Santo Amaro.
Carlos Gun, Faculdade de Medicina de Santo Amaro
Prof. Titular da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina de Santo Amaro (orientador).
Publicado
2002-12-20
Como Citar
Santos Filho, E., Abdo, G., Orel, M., & Gun, C. (2002). Prevenção da reestenose pós-angioplastia coronária: mito ou realidade?. Revista De Medicina, 81(1-4), 31-41. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v81i1-4p31-41
Seção
Artigos