Estudo anatômico do Filum Terminalis: dissecção de 31 cadáveres

  • Fernando C. G. Pinto Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Ricardo B. de V. Fontes Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Marcos de Camargo Leonhardt Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Daniel Tasseto Amodio Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas
  • Fabrício Frutos Porro Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas
  • Jorge Machado Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas
Palavras-chave: Doenças da medula espinhal/diagnóstico, Cauda eqüina/anatomia, Cauda eqüina/histologia, Cadáver.

Resumo

Descrever a anatomia intradural do filum terminalis (FT) e relacionar sua origem, comprimento e inserção com a coluna lombar e sacral em 31 cadáveres de adultos sem patologias da coluna, visando acesso cirúrgico para a porção inferior intradural do FT. Métodos: Foram realizadas 31 dissecções em cadáveres frescos no Sistema de Verificação de Óbitos da Capital de São Paulo no período de março de 2000 a janeiro de 2001. A anatomia do filum terminalis foi estudada através de ampla laminectomia tóraco-lombo-sacral, identificando o nível de origem e inserção (porção superior, média ou inferior da vértebra ou espaço intervertebral em questão), comprimento e diâmetros na sua origem e terço médio. Resultados: Treze (42,0%) FT apresentaram origem em L1, sete (22,5%) em L2, cinco (16,1%) em T12, dois (6,5%) em L1-L2, dois (6,5%) em L2-L3, um (3,2%) em T12-L1 e um (3,2%) em T11. Dezoito (58,1%) FT apresentaram inserção em S2, cinco (16,1%) em S1, cinco (16,1%) em S3, dois (6.5%) em S2-S3 e um (3,2%) S1-S2. A média dos comprimentos aferidos da origem até a inserção do filum terminalis foi 158,86 mm, variando de 112,80 a 211,10 mm. A média dos diâmetros, na sua origem e terço médio, foram 1,36 mm e 0,72 mm, variando de 0,35 a 2,50 mm e 0,10 a 1,55 mm, respectivamente. Conclusões: Em nosso estudo, a maioria dos FT apresentou origem em L1 (42,0%) e inserção dural em S2 (58,1%), 16,1% apresentaram inserção em S1; dessa forma para devida exposição cirúrgica do filum terminalis na sua porção livre não inserida na dura-máter, além de laminectomia de S1, torna-se prudente a realização adicional de laminectomia parcial ou total de L5.

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Biografia do Autor

Fernando C. G. Pinto, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina

Acadêmico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Ricardo B. de V. Fontes, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Marcos de Camargo Leonhardt, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Daniel Tasseto Amodio, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas
Médico Residente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas da FMUSP
Fabrício Frutos Porro, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas
Médico Residente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas da FMUSP
Jorge Machado, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas
Médico Assistente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas da FMUSP
Publicado
2001-12-09
Como Citar
Pinto, F., Fontes, R., Leonhardt, M., Amodio, D., Porro, F., & Machado, J. (2001). Estudo anatômico do Filum Terminalis: dissecção de 31 cadáveres. Revista De Medicina, 80(2-4), 71-77. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v80i2-4p71-77
Seção
Artigos