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Os direitos humanos na formação do profissional de medicina

Aline Albuquerque

Resumo


Este artigo tem como escopo investigar a introdução do referencial dos direitos humanos na formação de profissionais de Medicina. Os passos metodológicos adotados nesta pesquisa envolvem duas abordagens: uma teórica, sobre a interconexão entre Medicina e direitos humanos, e outra empírica, que objetivou levantar os estudos sobre a conexão entre direitos humanos e Medicina na produção literária brasileira, bem como identificar a incorporação do referencial dos direitos humanos nas Diretrizes Curriculares Nacionais de Medicina e analisar os conteúdos de direitos humanos presentes nas matrizes curriculares dos Cursos de Graduação em Medicina do Distrito Federal. Concluiu-se que é fundamental que profissionais sejam formados na cultura dos direitos humanos, porquanto serão médicos mais atentos à obrigação universal de respeito às diferenças constituintes da identidade de cada um e ao fato de que o exercício da Medicina não é assistencialismo, caridade ou beneficência, mas sim a materialização do direito humano à saúde. As pesquisas empíricas demonstraram que ainda há a escassez de estudos sobre a interconexão entre direitos humanos e Medicina, bem como embora haja a menção expressa aos direitos humanos nas Diretrizes Curriculares Nacionais, ainda há uma lacuna quanto a sua inserção nas matrizes curriculares dos Cursos de Graduação em Medicina. No que toca aos Cursos de Graduação em Medicina do Distrito Federal embora haja alguns que contemplem a formação humanística, não há expressamente a incorporação do referencial dos direitos humanos em suas matrizes curriculares.


Palavras-chave


Direitos humanos/educação; Educação médica; Humanização da assistência; Medicina; Brasil.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v94i3p169-178

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