Neuromodulação sacral no tratamento da bexiga hiperativa: revisão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v97i3p340-347

Palavras-chave:

Terpaia por estimulação elétrica/efeitos adversos, Bexiga urinária hiperativa, Incontinência urinária, Sistema urinário/fisiopatologia.

Resumo

A neuromodulação sacral (NMS) é uma opção bem estabelecida de tratamento de terceira linha da bexiga hiperativa, incluindo as indicações de urgência-frequência, incontinência urinária de urgência e também a retenção urinária crônica não obstrutiva. A estimulação contínua da raiz sacral S3, através de um eletrodo conectado a um gerador de pulsos implantado, pode influenciar a função do detrusor e do esfíncter uretral e melhorar os sintomas do trato urinário inferior. O mecanismo de ação não é totalmente conhecido e parece basear-se na modulação dos reflexos medulares e dos centros cerebrais envolvidos no controle da função do trato urinário inferior. O eletrodo sacral é implantado com técnica minimamente invasiva, que pode ser realizada com anestesia local, e inclui uma fase de teste que precede o implante definitivo do gerador de pulsos. Em comparação com o tratamento farmacológico padrão da bexiga hiperativa, a NMS promove melhores resultados na melhora dos sintomas e nas taxas de cura. Além disso, a função sexual, a qualidade de vida e os sintomas depressivos também podem melhorar nos pacientes com bexiga hiperativa que são submetidos à NMS. No entanto, a NMS acompanha-se de significativas taxas de eventos adversos e de necessidade de revisões cirúrgicas, requerendo acompanhamento clínico periódico.

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Publicado

2018-07-18

Edição

Seção

Artigos/Articles

Como Citar

Gomes, C. M., Henriques, J. V. T., Costa, R. M., & Trigo-Rocha, F. E. (2018). Neuromodulação sacral no tratamento da bexiga hiperativa: revisão. Revista De Medicina, 97(3), 340-347. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v97i3p340-347