A ilusão dos relógios

uma ameaça à saúde

  • Mario Pedrazzoli Universidade de São Paulo. Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Palavras-chave: Ritmos Biológicos Sono Relógios Ritmos Circadianos Tempo Temporalidade Social

Resumo

A mecanicidade ou digitalidade dos relógios representa a imutabilidade da duração de frações de tempo. A contagem das 24h de um dia teve como referência, a princípio, as pistas ambientais associadas às condições do dia e da noite que são diferentes em diferentes locais da terra e portanto mutáveis. A emergência de uma sub-área da Biologia, a Cronobiologia, em meados do século XX permitiu a interpretação de que a apreensão do tempo de um dia como regularidade mecânica aliena os seres humanos da percepção da temporalidade diária como integração entre temporalidade ambiental e temporalidade biológica. Pretendo demonstrar que esse equívoco perceptual da duração do tempo de um dia pode ter como consequência uma desorganização temporal fisiológica que é a origem ou está associada a origem de muitas doenças modernas.

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Biografia do Autor

Mario Pedrazzoli, Universidade de São Paulo. Escola de Artes, Ciências e Humanidades

biólogo, é professor associado da EACH/USP, atuando nesta unidade desde 2009, tendo antes atuado como pesquisador do Instituto do Sono da UNIFESP entre 2000 e 2009.

Publicado
2015-08-28
Como Citar
Pedrazzoli, M. (2015). A ilusão dos relógios. Revista Estudos Culturais, (2). Recuperado de http://www.revistas.usp.br/revistaec/article/view/149514
Edição
Seção
Dossiê Temporalidades