Virtual flauta doce: projetos de extensão integrados com atividades não presenciais

Autores

  • Isamara Alves Carvalho Universidade Federal de São Carlos
  • Patrícia Michelini Aguilar Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • David Castelo Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.11606/rm.v20i2.179788

Palavras-chave:

Flauta-doce, Cursos de extensão, Plataformas virtuais

Resumo

O confinamento domiciliar provocado por medidas de controle da transmissão do COVID-19 levou três professores de flauta doce de três universidades federais brasileiras a se unirem num grande projeto de transição para um futuro próximo. Superado o período de angústia, desabafo e compartilhamento de impressões de projetos possíveis, cada um propôs uma abordagem para ser conduzida em plataformas virtuais e respeitando as especificidades dos perfis de pesquisa, extensão e ensino de cada um em suas respectivas universidades. Surgiram, desta forma, os projetos Tocar Junto Virtual - Flauta Doce, Flauta Doce em Sistema e Vida na Flauta. Neste artigo, são apresentados os relatos dos coordenadores destes projetos.

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Biografia do Autor

  • Isamara Alves Carvalho, Universidade Federal de São Carlos

    Doutorou-se em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (2010) com a tese “Potencialidades e limites de uma disciplina do curso de Educação Musical a distância na UFSCar”. Em 2004 apresentou sua dissertação de mestrado em Educação intitulada “Saberes docentes dos instrumentistas professores: diálogo entre ensinar e avaliar num curso de performance em instrumento musical”.  Concluiu o Bacharelado em Música - Flauta Doce em 1996 pela Faculdade de Artes Alcântara Machado. Foi professora de Flauta Doce, Musicalização e Rítmica na Escola de Música da Fundação das Artes de São Caetano do Sul de 1993 a 2009, na qual foi coordenadora pedagógica no ano de 2006.  Desde 2009 é professora efetiva do Departamento de Artes e Comunicação da UFSCar, atuando nos cursos de Licenciatura em Música (presencial) e Licenciatura em Educação Musical (modalidade de educação a distância) nas áreas de Prática e Ensino em Educação Musical, Rítmica e Flauta Doce. Na área de EaD exerceu atividades como tutora virtual do Curso de Educação Musical da UAB-UFSCar, formadora no Programa Descubra a Orquestra (OSESP) e no Projeto Guri, além de ter sido coordenadora no período de dezembro de 2011 a dezembro de 2015 da Licenciatura em Educação Musical da UFSCar. Atualmente é vice coordenadora do curso presencial de Licenciatura em Música, orienta a elaboração de trabalhos de conclusão de curso de graduação e iniciação científica nas áreas de educação musical, ensino de instrumento e uso de recursos tecnológicos musicais, mantém grupos de estudo do repertório de trios e quartetos para flauta doce.

  • Patrícia Michelini Aguilar, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Patricia Michelini é Professora Adjunta de Flauta Doce da Escola de Música da UFRJ. Doutora em Música e Bacharel em Composição pela ECA-USP, Mestre em Música pela UNICAMP e formada no curso técnico em Flauta Doce da Fundação das Artes de S.C.Sul. Atua nas áreas de Musicologia Histórica, Educação Musical e Performance. Na EM-UFRJ desde 2011, é docente do curso de Licenciatura e do Programa de Mestrado Profissional em Música (PROMUS), responsável pelo projeto de extensão Flauta doce em Sistema (2020) e pela curadoria do Festival de Música Antiga (2011-2015) e do Seminário de Flauta Doce (2015 e 2018). Participa regularmente de eventos científicos e artísticos promovendo pesquisas concluídas ou em fase de desenvolvimento, merecendo destaque sua participação nos Encontros de Pesquisadores em Poética Musical dos Séculos XVI, XVII e XVIII (USP-SP), nos Encontros Internacionais de Performance Histórica do Conservatório de Tatuí (SP), nas Semanas do Cravo da UFRJ (RJ), no Projeto Flauta Doce em Pauta (UFPE-Recife), no Colóquio de Música Antiga da UFG (Goiânia) e na Série de Música Antiga de Goiás. É criadora e integrante de grupos que tem como foco o repertório para flauta doce de diversos períodos históricos, como o Duo Flustres, Conjunto Barroco Affettuoso e o Ensemble Galanteria. Desde 2014 integra a Orquestra Barroca da Unirio (OBU), dirigida por Laura Rónai, junto à qual foi solista na Sala Cecília Meireles, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro da UFF (Niterói), Theatro Municipal de Nova Friburgo e no Espaço Cultural BNDES.

  • David Castelo, Universidade Federal de Goiás

    Professor de flauta doce da Universidade Federal de Goiás (UFG), David Castelo é doutor pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) - orientado pela Porfa. Dra. Sonia Ray, onde desenvolveu pesquisa sobre a relação entre técnica instrumental e expressão musical. Graduou-se em flauta doce pela Faculdade Santa Marcelina (SP), na classe da profa. Isa Poncet e obteve seu Master’s Degree no Conservatório Real de Haia (Holanda), orientado por Reine-Marie Verhagen e Peter van Heyghen. Atua regularmente, como professor e concertista, em universidades, festivais e orquestras tanto no Brasil quanto no exterior, destacando-se: Indiana University, 2012 e 2013; Conservatório Real de Haia, 2013; Seminários de Flauta doce da UFRJ, 2015 e 2018; Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora, 2015 e 2017; Bienal de Música Brasileira Contemporânea, 2017; Encontro em Performance em Flauta Doce de Uberlândia, 2018; Instituto Gregoriano de Lisboa, 2018; Festival Internacional de Música Barroca de Salta (Argentina), 2017 e 2019. Tem trabalhado na criação e implementação de projetos culturais, destacando-se aqueles elaborados para o Centro Cultural Banco do Brasil (SP e RJ) e Fundação Social Raimundo Fagner (CE). Nos anos de 2015 e 2016, foi convidado pela Yamaha Musical do Brasil para fazer o lançamento nacional das flautas soprano e contralto da linha ecológica (YRS-402B e YRA-402B). Em agosto de 2019, regeu a montagem da ópera “Venus and Adonis” do compositor inglês John Blow (1649-1708). Atualmente, dirige a Orquestra Barroca UFG e coordena os Colóquios de Música Antiga da UFG.

Referências

GOHN, Daniel Marcondes. Educação musical a distância: abordagens e experiências. São Paulo: Cortez, 2011.

NUNES, Helena de Souza. Qual o papel da e-Learning no Futuro da Pós-Graduação em Música brasileira? In: CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM MÚSICA (ANPPOM). 28º, 2018, Manaus. Anais... Manaus: UFAM, 2018. Disponível em:

https://anppom.com.br/congressos/index.php/28anppom/manaus2018/paper/viewFile/5558/2046. Acessado em 14/11/2020.

VALENTE, José Armando. Curso de especialização em desenvolvimento de projetos com o uso das novas tecnologias: descrição e fundamentos. IN VALENTE, José Armando; PRADO, Maria Elisabete B. Brito; ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Educação a Distância via internet. São Paulo: Avercamp, 2003, p. 23-55.

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Publicado

2020-12-20

Como Citar

Virtual flauta doce: projetos de extensão integrados com atividades não presenciais. (2020). Revista Música, 20(2), 337-350. https://doi.org/10.11606/rm.v20i2.179788