"La Boîte à Joujoux" de Claude Debussy e a Diversificação Analítica

Autores

  • José Eduardo Martins Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/rm.v3i1.55037

Resumo

Na totalidade das obras de Debussy, "La boîte à joujoux" é uma das que apresentam maior quantidade de referenciais, prestando-se às mais diversas possibilidades analíticas, que longe estão de um esgotamento. Essencialmente, "La boîte à joujoux" apresenta-se como produção de síntese de muitos dos procedimentos utilizados pelo compositor durante a sua trajetória anterior, sendo, igualmente, um passo rumo à direção voltada à simplificação, encontrável em muitas das criações posteriores. Se "La boîte à joujoux" pode ser entendida como uma obra de síntese de muitos procedimentos pianísticos de Debussy, sob outro aspecto, o idiomático técnico-pianístico nela contido, onde há a essência de processos econômicos, permite compreendê-la como um todo resultante da depuração. "As inúteis acrobacias" pianísticas certamente não teriam sido oralizadas pelo compositor por acaso. Debussy estaria plenamente consciente de que esse piano "resumido" conteria o cerne mesmo do seu idiomático construído durante quase 35 anos. Nas últimas sonatas e mesmo, ocasionalmente, em algumas passagens dos Études, a simplificação que resulta teria uma origem nas significativas abordagens pianísticas de "La boîte à joujoux".

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Biografia do Autor

José Eduardo Martins, Universidade de São Paulo

Pianista e professor associado do Departamentode Música da ECA-USP.

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Publicado

1992-05-01

Como Citar

Martins, J. E. (1992). "La Boîte à Joujoux" de Claude Debussy e a Diversificação Analítica. Revista Música, 3(1), 32-52. https://doi.org/10.11606/rm.v3i1.55037

Edição

Seção

Artigos