Celibidache e o Fim da História da Regência

Autores

  • Luís Antônio Giron Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/rm.v7i1/2.59967

Resumo

O maestro romeno Sergiu Celibidache, nascido em 1912 e falecido em 15 de agosto de 1996, em Paris, representa a mais eloqüente reação ao aprisionamento da música pelos meios de reprodução. Crítico virulento da contemporaneidade, ele procurou manter viva a idéia da música como momento único, tributária do romantismo. Este ensaio busca demonstrar como as teses do artista romeno ainda são capazes de produzir frisson, mesmo que impraticáveis em seu fundamento. Celibidache foi a capitulação ad absurdum da arte como objeto único e a realização completa desta arte, por meio de um método exemplar e a leitura crítica da árvore genealógica da regência. Ao pregar o avesso do cânone observado pelos músicos, e pelo mundo, Celibidache representou igualmente a impossibilidade da dissidência, da rejeição ao microfone e ao canhão de laser que tudo capturam e convertem em produto. Sua atitude artística retrucava a tecnologia e, de certa maneira, foi mais afetada por ela do que qualquer outro maestro de sua geração. Dimensionar sua importância e descrever seus procedimentos básicos é o objetivo do presente texto.

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Biografia do Autor

Luís Antônio Giron, Universidade de São Paulo

Jornalista, crítico musical e mestrando em musicologia junto ao Departamento de Música da ECA-USP  

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Publicado

1996-12-12

Como Citar

Giron, L. A. (1996). Celibidache e o Fim da História da Regência. Revista Música, 7(1-2), 185-197. https://doi.org/10.11606/rm.v7i1/2.59967

Edição

Seção

Artigos