Irmandades e Ritual em Minas Gerais durante o Período Colonial: O Triunfo Eucarístico de 1733

Autores

  • Maria Alice Volpe Universidade do Texas

DOI:

https://doi.org/10.11606/rm.v8i1/2.59977

Resumo

O presente artigo propõe uma abordagem de orientação etnomusicológica para um assunto que tem sido tratado como objeto exclusivamente histórico. Musicólogos têm empreendido a árida tarefa de recuperar a produção musical de Minas Gerais durante o período colonial, e estudos de análise estilística permanecem extremamente necessários. Embora tal período ainda apresente lacunas sobre sua organização e produção musical, os conhecimentos atuais já permitem uma tentativa de reconstrução da sua dinâmica como sistema cultural. Isto requer o auxílio de disciplinas como a história política e econômica, a sociologia e a antropologia cultural, assim como os estudos sobre as religiões. O presente artigo seleciona alguns dos aspectos considerados relevantes para uma teoria interpretativa da cultura onde a música se inseria, utilizando-se da perspectiva oferecida por estudos básicos realizados pelas disciplinas mencionadas. Propõe, ainda, um estudo ritual da música e das irmandades de Minas Gerais durante o período colonial, sob a perspectiva institucional e da prática da performance, analisando convenções e simbolismos que refletem as relações sociais dominantes na época em questão.

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Biografia do Autor

Maria Alice Volpe, Universidade do Texas

Doutoranda em musicologia na Universidade do Texas

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Publicado

1997-12-12

Como Citar

Volpe, M. A. (1997). Irmandades e Ritual em Minas Gerais durante o Período Colonial: O Triunfo Eucarístico de 1733. Revista Música, 8(1-2), 6-55. https://doi.org/10.11606/rm.v8i1/2.59977

Edição

Seção

Artigos