Seresta para Piano e Orquestra de Câmara - Culminância da Produção de Camargo Guarnieri no Gênero

Autores

  • Cynthia Priolli Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/rm.v8i1/2.59984

Resumo

Composta em 1965, num curto espaço de tempo, a "Seresta para Piano e Orquestra de Câmara" foi uma encomenda da Sociedade de Cultura Artística de São Paulo. Trata-se de uma obra definitiva e renovadora no universo criador de Camargo Guarnieri, em que o compositor utiliza uma linguagem na qual, segundo sua própria análise, "somente a quintessência dos elementos nativos aparece". São pequenas células melódicas alusivas aos arabescos flautísticos dos choros no primeiro movimento, a diluição da nossa popular modinha no primeiro tema do movimento central, ou ainda o tema característico da embolada ao início do 3º movimento. A extraordinária coerência desses elementos, norteadora do pensamento guarnieriano numa única direção durante toda a sua vida produtiva, é aqui manifesta através de uma linguagem avançada, com total liberdade harmônica e extrema abrangência e complexidade dos módulos rítmicos, destinando a obra à culminância da produção do autor no gênero.

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Biografia do Autor

Cynthia Priolli, Universidade de São Paulo

Pianista e pós-graduanda no Departamento de Música da ECA-USP

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Publicado

1997-12-12

Como Citar

Priolli, C. (1997). Seresta para Piano e Orquestra de Câmara - Culminância da Produção de Camargo Guarnieri no Gênero. Revista Música, 8(1-2), 67-103. https://doi.org/10.11606/rm.v8i1/2.59984

Edição

Seção

Artigos