Helena de Eurípides

uma questão de identidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2004.89625

Palavras-chave:

Helena, Tróia, Eurípides, Tragédia, Estudos clássicos

Resumo

O presente estudo tem como objetivo lançar algumas luzes na discussão de Helena de Eurípides, apresentada em Atenas em 412 a. C. Considerada como uma peça episódica, Helena apresenta algumas modificações em sua estrutura feitas por Eurípides que teriam causado alguma influência nas últimas peças de Sófocles tais como Filoctetes ou Édipo em Colono. O estudo está centrado sobretudo na cena de reconhecimento entre Helena (que não foi para Tróia como normalmente se supõe, mas está no Egito, salva e intacta) e seu marido, Menelau, que vem de Tróia trazendo na nau uma imagem cujo nome é também Helena, que, na hora conveniente, desaparece como fumaça. No final da peça, marido e mulher, aliados num plano enganador, fogem do Egito “bárbaro” e voltam para casa em segurança. Assim, a ambigüidade do nome de Helena se completa.

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Biografia do Autor

Fernando Brandão dos Santos, Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras. Departamento de Linguística

Possui graduação em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo (1983), graduação em Licenciatura em Letras Português Latim e Grego pela Universidade de São Paulo (1986), Mestrado em Letras (Letras Clássicas) pela Universidade de São Paulo (1989) sob a orientação da Profa. Dra. Filomena Yoshie Hirata e Doutorado em Letras (Letras Clássicas) pela Universidade de São Paulo (1998), sob a orientação da Profa. Dra. Filomena Yoshie Hirata. Atualmente é Professor Assistente Doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências e Letras, Campus de Araraquara (FCLAr).

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Publicado

2004-12-09

Como Citar

Santos, F. B. dos. (2004). Helena de Eurípides: uma questão de identidade. Revista Do Museu De Arqueologia E Etnologia, (14), 51-60. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2004.89625

Edição

Seção

Artigos