Mobilidade humana e saúde global

  • Deisy Ventura Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública; Instituto de Relações Internacionais
Palavras-chave: saúde global, mobilidade humana, migrações internacionais, refúgio, Regulamento Sanitário Internacional

Resumo

O artigo propõe uma reflexão crítica sobre o crescimento da interface entre mobilidade humana e saúde global. Sustenta que a globalização econômica não propiciou a plena liberdade de circulação internacional das pessoas. Demonstra que a ampla maioria dos deslocados forçados dirige-se aos países em vias de desenvolvimento, que também têm acolhido cerca da metade do contingente de migrantes internacionais. Aponta que a resposta europeia ao aumento do fluxo de migrantes e refugiados ocorrido nos últimos anos e a recente epidemia de ebola na África Ocidental causaram o incremento da securitização da temática da mobilidade humana. Por fim, o artigo propõe a retomada da centralidade do Regulamento Sanitário Internacional como a melhor forma de garantir o direito de migrar durante as crises sanitárias de alcance global

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Biografia do Autor

Deisy Ventura, Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública; Instituto de Relações Internacionais
é professora associada do Instituto de Relações Internacionais e da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Publicado
2015-12-17
Como Citar
Ventura, D. (2015). Mobilidade humana e saúde global. Revista USP, (107), 55-64. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i107p55-64
Seção
Dossiê "Saúde Urbana"