Censura como meio de política dos afetos e bloqueio da argumentação

  • Ariani Bueno Sudatti Escola Paulista de Direito
  • Márcio Seligmann-Silva Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Estudos da Linguagem
Palavras-chave: censura, compaixão, biopolítica, medo, argumentação

Resumo

O texto mostra por que hoje é essencial recordarmos os artigos 19 e 27 da Declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU de 1948. Ele destaca que refletir sobre o sentido do “direito à liberdade de opinião e de expressão” e do “direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico” implica ir aos próprios fundamentos da política moderna, pois em seus alicerces encontramos tanto uma doutrina e uma prática dos arquivos quanto uma doutrina e prática da política dos afetos, com ênfase na compaixão e no medo. Apresenta-se em que medida a censura procura orquestrar não só o que podemos (e devemos) saber, mas também de quem devemos nos compadecer: pelo que e por quem deveríamos nos sacrificar e de quem devemos ter medo.

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Biografia do Autor

Ariani Bueno Sudatti, Escola Paulista de Direito

é professora da Escola Paulista de Direito

Márcio Seligmann-Silva, Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Estudos da Linguagem

é professor titular do IEL-Unicamp

Publicado
2018-11-06
Como Citar
Sudatti, A., & Seligmann-Silva, M. (2018). Censura como meio de política dos afetos e bloqueio da argumentação. Revista USP, (119), 59-72. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i119p59-72
Seção
dossiê direitos humanos