O "super-homem político" na democracia ateniense

  • Mário Eduardo Martinelli
Palavras-chave: Democracia, Assembléia, Igualdade, Cidadão, Cidadania, Político, Homem.

Resumo

Dike não exprimia apenas o ideal de direito igual para todas as classes, implicando também a igual admissibilidade de todos nos órgãos políticos e a igualdade do valor do voto de todas as pessoas. Na constituição democrática, todos – ricos e pobres – pertenciam à polis. Atribuía- se a todos o direito de cuidar da felicidade pública, admitindo-se ricos e pobres em todas as magistraturas e deliberações da assembléia. O cidadão da polis democrática era o super-homem político que decidia em assembléia, reunida em praça pública, sobre a paz e a guerra, adoção de novas leis, decretação da pena de morte, sorteio de magistrados etc. O homem antigo era livre, porque exercia diretamente o poder de mando na polis. Enfim, a liberdade político-coletiva do super-homem político é irrestaurável e incomparavelmente mais abrangente do que a moderna liberdade de eleger e de ser eleito.

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Publicado
2007-01-01
Como Citar
Martinelli, M. E. (2007). O "super-homem político" na democracia ateniense. Revista Da Faculdade De Direito, Universidade De São Paulo, 102, 853-886. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/rfdusp/article/view/67779
Seção
Trabalhos Acadêmicos de Pós-Graduação