Performances de gênero na umbanda: a pombagira como interpretação afro–brasileira de “mulher”?

  • Mariana Leal de Barros
  • José Francisco Francisco Miguel Henriques Bairrão Universidade de São Paulo. Departamento de Psicologia
Palavras-chave: Gênero, umbanda, performance, pombagira, etnopsicanálise

Resumo

Este artigo investiga a pombagira, entidade feminina do panteão umbandista que contesta estereótipos de gênero e oferece à comunidade afro–brasileira possibilidades de elaborar a maneira como compreendem o “feminino” e a “mulher”. Com base em pesquisa etnográfica desenvolvida em seis terreiros de umbanda do estado de São Paulo, entrevistas com mulheres médiuns e com as suas próprias pombagiras, argumenta– se que quando damos ouvidos ao campo sem nos prendermos a preconcepções de masculino e de feminino, o que se encontra é uma reconfiguração das qualidades associadas ao “ser mulher”. Os dados foram analisados mediante atenção aos significantes que se repetiram nas entrevistas e na interação em campo discutidos a partir dos estudos de gênero.

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Biografia do Autor

Mariana Leal de Barros
Doutora em Psicologia (FFCLRP–USP), Antropologia (Université Lumière Lyon 2) e pós–doutora em Antropologia (Centro de Estudos de Religiosidades Contemporâneas e das Culturas Negras – Cerne–DA–FFLCH–USP).
José Francisco Francisco Miguel Henriques Bairrão, Universidade de São Paulo. Departamento de Psicologia
É fundador e coordenador do Laboratório de Etnopsicologia do Departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo.
Publicado
2015-11-13
Como Citar
Barros, M., & Bairrão, J. F. (2015). Performances de gênero na umbanda: a pombagira como interpretação afro–brasileira de “mulher”?. Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, (62), 126-145. https://doi.org/10.11606/issn.2316-901X.v0i62p126-145
Seção
Artigos