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Arte, mito e educação entre os fons do Benin: a estátua de Gu

Rogério de Almeida, Júlio Cesar Nogueira Boaro

Resumo


O presente artigo tem como esco­po a reflexão sobre a relação entre arte, mito e ancestralidade entre um dos povos mais tra­dicionais da costa oeste africana, os Fons do Benin. Nesta reflexão, que tomará a estatuária beninense como mote, foi escolhida a estátua de Gu, um ancestral mítico presente na cultu­ra dos fons, surgido no contexto do hibridismo cultural com seus vizinhos iorubás, em rela­ções historicamente marcadas por guerras e enfrentamentos. A etnia fon, como sendo uma das várias etnias africanas trazidas para o Brasil para servirem como escravos no Brasil colônia, é constituinte de uma parte da popula­ção negra brasileira e, consequentemente, nos deixou uma herança cultural representativa, principalmente na religiosidade de matriz afri­cana.


Palavras-chave


arte africana; história da educação; mitologia africana; lei n. 10.639/2003

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-901X.v0i63p121-140

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