O samba é o dom

sobre as velhas guardas e a presença da dádiva nas relações de sociabilidade

  • Maria Alice Rezende Gonçalves Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil)
Palavras-chave: samba, escola de samba, velha guarda, etnicidade, sociabilidade, dádiva

Resumo

O artigo tem como objetivo destacar o papel da dádiva como motor das ações das velhas guardas das agremiações carnavalescas cariocas. Supomos que suas práticas e histórias de vida dedicadas ao samba são responsáveis pela criação de redes de solidariedade e reciprocidade, cont r ibuindo para o fortalecimento da etnicidade afro-brasileira. O samba tem desempenhado, entre outras, função socializadora e, principalmente, civilizadora, unindo pessoas e agremiações em redes onde ele é a dádiva que circula. Como fato social
total, o samba criou escolas de samba, grupos artísticos e festivais capazes de promover o entretenimento e formas de convivência que possibilitam a resolução de diferenças e rivalidades de forma pacífica demonstrando sua importância no processo de interiorização de um etos civilizador na cidade e na nação.

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Biografia do Autor

Maria Alice Rezende Gonçalves, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil)

Professora associada do Departamento de Ciências Sociais e Educação da Faculdade de Educação e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação, Comunicação e Cultura em Periferias Urbanas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Publicado
2018-12-14
Como Citar
Gonçalves, M. A. (2018). O samba é o dom. Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, (71), 252-273. https://doi.org/10.11606/issn.2316-901X.v0i71p252-273
Seção
Artigos