Do rapa ao registro

a literatura de cordel como patrimônio cultural do Brasil

Palavras-chave: Literatura de cordel, patrimônio cultural, história intelectual

Resumo

Em 2018 a literatura de cordel foi registrada como patrimônio imaterial do Brasil pelo Inst ituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Este artigo problematiza essa patrimonialização, considerando o registro como resultado de um conjunto de ações mobilizadas por diversos agentes que há mais de um século promovem a difusão desse gênero enquanto forma de expressão cultural do Brasil. A partir da análise de matérias publicadas em jornais, da produção intelectual e do inventário realizado pelo Iphan, este artigo recupera alguns sentidos atribuídos à literatura de cordel ao longo do tempo. Proscrito, considerado uma leitura nefasta por autoridades policiais e parte da elite intelectual, esse gênero foi alvo de ações de repressão, como a proibição de venda e circulação de folhetos. No entanto, as práticas de repressão não arrefeceram sua presença no país através dos autores e leitores que a consideram uma expressão da voz popular, da memória e da identidade nacional.

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Biografia do Autor

Rosilene Alves de Melo, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG, Campina Grande, PB, Brasil)

Professora da Universidade Federal de Campina Grande e pósdoutoranda no Instituto de Estudos Brasileiros da
Universidade de São Paulo (IEB/USP), sob supervisão do prof. dr. Paulo Teixeira Iumatti. Foi bolsista do Programa de Pós-Doutorado Júnior do CNPq entre março de 2018 e fevereiro de 2019.

Publicado
2019-04-17
Como Citar
Melo, R. (2019). Do rapa ao registro. Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, (72), 245-261. https://doi.org/10.11606/issn.2316-901X.v0i72p245-261
Seção
Documentação