Obstinação terapêutica como questão ética: enfermeiras de unidades de terapia intensiva

  • Karen Knopp de Carvalho Fundação Universidade do Rio Grande; Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr
  • Valéria Lerch Lunardi Fundação Universidade do Rio Grande; Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr
Palavras-chave: terapêutica, saúde, morte, ética, enfermagem

Resumo

A obstinação terapêutica, presente nas unidades de terapia intensiva (UTIs), ainda é pouco discutida especialmente por enfermeiras, responsáveis por implementar procedimentos, dos quais, muitas vezes, podem discordar. Para compreender como enfermeiras de UTIs vêm enfrentando a aplicação de medidas terapêuticas que reconhecem como fúteis, foram realizadas entrevistas com essas profissionais e análise de conteúdo dos dados, construindo-se categorias: - "Obstinação terapêutica: o que é isso?"; - "A obstinação terapêutica como o prolongamento do sofrimento"; - "A obstinação terapêutica como a priorização da cura"; - "Enfrentamento da obstinação terapêutica: cuidado humanizado?". O trabalho demonstra a necessidade de avaliar as medidas terapêuticas a serem utilizadas com pacientes em processo de morrer e de morte, de modo que possam viver a fase final de sua vida com qualidade. Quando a cura não é mais possível, é necessário cuidar, respeitando a integridade da pessoa doente, pois o cuidado é a base do exercício profissional da enfermagem.

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Publicado
2009-06-01
Como Citar
Carvalho, K., & Lunardi, V. (2009). Obstinação terapêutica como questão ética: enfermeiras de unidades de terapia intensiva. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 17(3), 308-313. https://doi.org/10.1590/S0104-11692009000300005
Seção
Artigos Originais