Chance aumentada de síndrome metabólica em mulheres vivendo com HIV/AIDS e Síndrome da Lipodistrofia

  • Thiago Cândido Alves Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
  • Camila de Moraes Universidade de São Paulo. Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto
  • André Pereira dos Santos
  • Ana Cláudia Rossini Venturini Universidade de São Paulo. Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto
  • Rodrigo de Carvalho Santana Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
  • Anderson Marliere Navarro Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
  • Dalmo Roberto Lopes Machado Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto Universidade de São Paulo. Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto
Palavras-chave: Composição Corporal. Lipodistrofia. Obesidade Abdominal. Antropometria

Resumo

Modelo do estudo: Estudo de prevalência de corte transversal. Objetivo: comparar a sintomatologia critério para Síndrome Metabólica em homens e mulheres que vivem com HIV/aids, pacientes com Síndrome Lipoditrófica em terapia antirretroviral. Método: participaram do estudo 41 pacientes HIV positivos de ambos os sexos (18 a 69 anos), de um programa de orientação de exercício físico como terapia alternativa. Foi determinada a composição corporal total e regional por DXA, estatura, peso, circunferência de abdome, e determinação de parâmetros metabólicos (perfil lipídico e glicêmico) e imunológicos (detecção de carga viral e contagem de células T CD4+). Foram utilizados os critérios da IDF para o diagnóstico de SM. Resultados: As mulheres apresentaram maior gordura relativa (p = 0,001), obesidade central (p = 0,005), colesterol total (p = 0,043), LDL colesterol (p = 0,034) e contagem de CD4+ (p = 0,034) quando comparadas aos homens. Os valores médios para ambos os sexos apresentaram níveis elevados de triglicerídeos (> 211,4 mg.dL-1) e baixos de HDL (< 39,5 mg.dL- 1). A prevalência de Síndrome Metabólica nas mulheres foi duas vezes maior do que nos homens (p = 0,021), com significantes diferenças também na obesidade abdominal central (p = 0,005). Conclusões: A razão de prevalência (RP = 0,465) do sexo associado à Síndrome Metabólica indicou que as mulheres têm maior risco relativo e, portanto requerem ações alternativas na redução das chances de desenvolvimento desta síndrome

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Biografia do Autor

Thiago Cândido Alves, Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
Programa Interunidades de Doutoramento em Enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto EERP/USP. Grupo de Estudo e Pesquisa em Antropometria, Treinamento e Esporte (GEPEATE)
André Pereira dos Santos
Grupo de Estudo e Pesquisa em Antropometria, Treinamento e Esporte (GEPEATE)
Ana Cláudia Rossini Venturini, Universidade de São Paulo. Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto

Grupo de Estudo e Pesquisa em Antropometria, Treinamento e Esporte (GEPEATE). Programa de Pós-Graduação da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP/USP)

Dalmo Roberto Lopes Machado, Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto Universidade de São Paulo. Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto
Programa Interunidades de Doutoramento em Enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto EERP/USP. Grupo de Estudo e Pesquisa em Antropometria, Treinamento e Esporte (GEPEATE). Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP/USP) Programa de Pós-Graduação da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP/USP)
Publicado
2016-11-30
Como Citar
Alves, T., Moraes, C., Santos, A., Venturini, A. C., Santana, R., Navarro, A., & Machado, D. (2016). Chance aumentada de síndrome metabólica em mulheres vivendo com HIV/AIDS e Síndrome da Lipodistrofia. Medicina (Ribeirao Preto. Online), 49(5), 421-428. https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v49i5p421-428
Seção
Artigo Original