A vida subterrânea e o tempo: uma leitura sobre a implicação entre física e vida em Dostoiévski

  • Lucas Bizarria Freitas
Palavras-chave: tempo, cotidiano, homem subterrâneo, física, vida

Resumo

A obra de Dostoiévski é perpassada pela recorrente figura do homem subterrâneo. O presente artigo propõe uma análise dessa figura no interior da narrativa Uma Criatura Dócil, tendo em vista colocar em evidência o trabalho conceitual desempenhado pelo autor russo a partir dessas personagens sombrias. Em grande medida, Dostoiévski conduz sua escrita tomado por acontecimentos pungentes que tomam seu tempo cotidiano. Sua sensibilidade a eventos mundanos a atravessar a vida em São Petersburgo permite ao autor russo uma problematização de conceitos insuspeitos, como o tempo e a vida cotidiana. Nessa medida, nossa análise aproxima conceitos próprios da física – do estudo científico dos acontecimentos naturais – e da literatura, de modo a tomar um intenso exemplo de uso literário de conceitos científicos. Tal exemplopode interligar, claramente, a vida e os conceitos físicos. Sugerimos, enfim, que uma aproximação entre literatura e ciências pode emergir a partir de um trabalho conceitual focado no nexo entre o autor – no contexto da produção de sua obra, na vida cotidiana – e a sua materialidade imediata – a física, manifesta no transcorrer temporal. A ligação literatura-ciência se desdobra no interior desse campo vital

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Biografia do Autor

Lucas Bizarria Freitas
Licenciado em Física pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) e Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.
Publicado
2016-04-07
Como Citar
Freitas, L. (2016). A vida subterrânea e o tempo: uma leitura sobre a implicação entre física e vida em Dostoiévski. RUS (São Paulo), 7(7), 74-79. https://doi.org/10.11606/issn.2317-4765.rus.2016.114020
Seção
Artigos