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Luz, gambiarras e corpo nômade

Iara Regina da Silva Souza, Wlad Lima

Resumo


O objetivo deste artigo é desenvolver uma primeira reflexão sobre o Caderno de Montagem da atuante Virginia Abasto. Produzido durante a criação da dramaturgia de luz Opus Lux, foi analisado a partir de uma perspectiva que entende registros dessa natureza como atos biográficos, como inacabamentos que falam de uma singularidade na criação, pela qual é possível conectar e acessar a rede inventiva da atuante nesse processo. Como principal malha de imersão teórica trabalhamos com os pressupostos teóricos de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Assim, o Caderno de Montagem é o mapa das afetações pelo qual entramos nas relações de desterritorialização do corpo provocada pelos dispositivos de luz e nas linhas de fuga reveladas pelos dispositivos de luz no corpo nômade.


Palavras-chave


dispositivos, poéticas de luz, atuantes, treinamento, afetações.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v15i2p93-105

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