A pulsão performativa de Jaceguai: 50 anos de Roda Viva, 50 anos do “teatro agressivo”

  • Biagio Pecorelli Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes
Palavras-chave: Roda Viva, Teatro Oficina, performance, teatro agressivo

Resumo

Assim como a encenação de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, pelo Teatro Oficina em 1967 representa um marco para o moderno teatro brasileiro, Roda Viva, escrita por Chico Buarque de Hollanda e encenada por José Celso Martinez Corrêa em 1968, constitui um capítulo fundamental para o estudo da performatividade brasileira nos palcos. Este artigo celebra os 50 anos de uma pulsão performativa de Jaceguai, apontando, com base em documentos jornalísticos da época, que aquilo que parte da crítica teatral chamou de “teatro agressivo” – em particular, o crítico Anatol Rosenfeld – era, no Brasil, um canto de nascimento de um novo campo disposto à análise: o da performance.

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Biografia do Autor

Biagio Pecorelli, Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes

Doutorando do PPG em Artes Cênicas pela Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP)

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Publicado
2018-06-30
Como Citar
Pecorelli, B. (2018). A pulsão performativa de Jaceguai: 50 anos de Roda Viva, 50 anos do “teatro agressivo”. Sala Preta, 18(1), 55-71. https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v18i1p55-71
Seção
BRASIL