Magnetismo da revolução no exílio português de José Celso Martinez Corrêa (1974-1976)

  • Paulo Bio Toledo Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Zé Celso, Teatro Oficina, Revolução dos Cravos, coro

Resumo

O artigo debate o período de exílio que José Celso Martinez Corrêa e o Teatro Oficina viveram em Portugal durante a Revolução dos Cravos entre 1974 e 1976. A partir da reconstituição de um momento pouco documentado na trajetória do grupo, apresenta-se a hipótese de que o Oficina muda significativamente seus pressupostos estéticos e políticos quando em contato com o campo popular mais radical da revolução.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Paulo Bio Toledo, Universidade de São Paulo

Doutorando do PPG em Artes Cênicas pela Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP)

Referências

BRECHT, Bertolt. A vida de Galileu. Tradução de Roberto Schwarz. São Paulo: Abril cultural, 1977.

BÜRGER, Peter. Teoria da vanguarda. Trad.: José Pedro Antunes. São Paulo, Cosac & Naif, 2008.

CARDOSO, Jary. O 5º tempo do Oficina vem aí. Diário de S. Paulo. São Paulo, 22 de abril de 1979.

CORREA, José Celso Martinez. Primeiro Ato: cadernos, depoimentos, entrevistas (1958 - 1974). Seleção, organização e notas de Ana Helena Camargo de Staal. São Paulo: Ed. 34, 1998.

______. Revolição: lição de voltar a querer. Camarim. São Paulo, ano 9, nº 38, pp. 20-28, 2º sem. de 2006.

DINAMITAÇÃO cultural. O Século, Lisboa, 29 de mar. de 1975.

FERREIRA, Vítor Matias; LIMA, Marinús Pires de; SANTOS, Maria de Lurdes. O 25 de abril e as lutas sociais nas empresas. 3 volumes. Porto: Afrontamento, 1977.

GIL, José. Encontro de Grupos de Teatro Amador no 1º Acto. Revista Cinéfilo, Lisboa, pp. 34-5, nº 35, 8 de jun. de 1974.

LOURO, Regina. Congresso da LUAR: criar o poder popular. Revista FLAMA. Lisboa, pp. 48-53, nº 1409, 7 de mar. de 1975.

NATALE, Denise. Ensaio para um carnaval do povo. Folha de S. Paulo. São Paulo, Folhetim, p. 12, 06 de maio de 1979.

PECORELLI, Biagio. A pulsão performativa de Jaceguai – aproximações e distanciamentos entre o campo artístico da performance e a prática cênica do Teat(r)o Oficina nos espetáculos Macumba antropófoga e Acordes. Dissertação (Mestrado em Teoria e Prática do Teatro) – ECA, USP, 2014.

PÉREZ, Miguel. Contra a exploração capitalista - comissões de trabalhadores e luta operária na Revolução Portuguesa (1974-75). Dissertação (Mestrado em História dos Séculos XIX e XX) – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 2008.

PORTO, Carlos. Brecht com samba dentro. Diário de Lisboa. Lisboa, 14 de abril de 1975.

RAMOS, L. F. Dez anos de Usina Uzona e trinta anos do exílio português. In: MARGATO, I.; GOMES, R. C. (Orgs.). Literatura/Política/Cultura (1994-2004). Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2005.

RODRIGUES, Teresa Cristina. Galileu, este velho subversivo. Folha da tarde, São Paulo, p. 11, 04 dez. 1968.

RODRIGUES, Urbano Tavares. Comunidade Oficina Samba – fins e meios, teatro e revolução. O Século, Lisboa, 05 de mar. de 1975.

SILVA, Armando Sérgio da. Oficina: do teatro ao te-ato. São Paulo: Perspectiva, 1977.

SILVA, Isabela Oliveira Pereira da. Bárbaros tecnizados: cinema no Teatro Oficina. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – FFLCH/USP, São Paulo, 2006.

VARELA, Raquel. História do povo na revolução portuguesa. Lisboa: Bertrand, 2014.

Publicado
2018-06-30
Como Citar
Toledo, P. (2018). Magnetismo da revolução no exílio português de José Celso Martinez Corrêa (1974-1976). Sala Preta, 18(1), 72-84. https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v18i1p72-84
Seção
BRASIL