Coletividade e destruição: relato de um processo

  • Alexandre Ferreira Dal Farra Martins Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes
Palavras-chave: Destrutividade, Coletividade, Teatro Aformativo

Resumo

O autor Alexandre Dal Farra procura entender o processo de criação de Branco: o cheiro do lírio e do formol a partir de um olhar sobre as possibilidades que o trabalho, a partir de uma postura destrutiva, oferece em termos de uma criação coletiva – ainda que com funções claramente determinadas. O impulso destrutivo ou profanatório aparece como possibilidade de ação fraterna e capaz de unir.

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Biografia do Autor

Alexandre Ferreira Dal Farra Martins, Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes

 Mestre pelo Departamento de Letras Modernas da FFLCH – USP, e doutorando pelo PPGAC da ECA/USP, Alexandre é dramaturgo, diretor e escritor. Indicados a todos os principais prêmios brasileiros, seus textos foram apresentados em diversas cidades em todas as regiões do país e também no exterior, como na Alemanha, em Portugal e na França. Seu texto Mateus, 10 foi vencedor do prêmio Shell 2012 de melhor autor. Foi finalista do Prêmio Aplauso Brasil pelo texto de Abnegação III – Restos. Seu texto Abnegação 1, indicado ao prêmio APCA de melhor texto, integrou a programação do Festival Internacional de Pont-a-Mousson, na França, onde foi lido e discutido, além de indicado para publicação na editora Les Solitaires Intempestifs – publicação que está em curso. Em 2017 estreou na MITsp o espetáculo BRANCO: o cheiro do lírio e do formol, texto seu, com direção sua e de Janaina Leite. Neste ano estreia ainda trabalhos em Recife e Portugal, com a parceria de artistas como Patrícia Portela (Portugal). Lançou em 2013 o seu primeiro romance, Manual da Destruição, pela editora Hedra, considerado pelo renomado escritor Ricardo Lísias "uma das melhores obras da literatura brasileira recente".  Em 2015 escreveu Abnegação II – O começo do fim, indicado ao Prêmio Aplauso Brasil de melhor autor. Escreveu também O FILHO, para o Teatro da Vertigem, texto indicado ao prêmio APCA 2015, e ao Prêmio Governador do Estado de São Paulo. Escreveu BRUTO, para o Núcleo Experimental do SESI, dirigida por Luiz Fernando Marques. Ainda neste ano, escreveu o terceiro ato da peça ORGIA do grupo KUNYN. Em 2016 escreveu a peça TEOREMA 21, para o grupo XIX de Teatro, e a peça Abnegação 3, para o Tablado de Arruar.

         Em 2014 foi indicado para o prêmio APCA de melhor autor por Abnegação 1, espetáculo que também dirigiu, juntamente com Clayton Mariano. Ainda nesse ano estreou, de sua autoria, Conversas com meu pai (2014, apoio: Oficina Cultural Oswald de Andrade), que dirigiu em conjunto com Janaina Leite, pelo qual foi indicado aos prêmios QUESTÃO DE CRÍTICA para melhor texto e melhor cenário. Escreveu ainda as seguintes peças: Petróleo (2011, apoio: Proac), Helena pede perdão e é esbofeteada (2010 – apoio: Fomento ao Teatro; Prêmio Myriam Muniz), Novos Argonautas – Haut aus Gold (2009 – apoio: Fundo de Cultura Alemão; SESC-SP), Quem vem lá (2008 – apoio: SESC-SP) e A Rua é um Rio (2006 – apoio: Fomento ao Teatro). Em parceria com o Grupo XIX de Teatro, escreveu a peça Nada aconteceu, tudo acontece, tudo está acontecendo (2013 – apoios: Lei de Fomento ao Teatro, Proac). De 2008 a 2009, trabalhou em conjunto com a dramaturga alemã Tine Rahel Voelcker, para a realização de uma peça, que estreou em 2009 no Teatro Maxim Gorki, em Berlim, e depois veio para São Paulo, onde cumpriu temporada no SESC Pinheiros. É professor de dramaturgia e ministrou oficinas por todo o Brasil, em cidades como São Paulo, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, entre outras. Atualmente, é professor na Escola Livre de Teatro de Santo André, e na PUC-SP, Faculdade de Artes do Corpo. Recentemente, deu aulas na SP Escola de Teatro e em diversos programas municipais e estaduais. Atualmente é doutorando, no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da ECA-USP.

Referências

AGAMBEN, G. Profanações. São Paulo: Boitempo, 2007.

BENJAMIN, W. Escritos sobre mito e linguagem. São Paulo: Editora 34, 2011.

Publicado
2017-12-26
Como Citar
Martins, A. (2017). Coletividade e destruição: relato de um processo. Sala Preta, 17(2), 318-332. https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v17i2p318-332
Seção
DOSSIÊ BRANCO