Expulsos, como os atores italianos do Palais de Bourgogne

Missão, peripécias e triste fim do Teatro Novo (Rio de Janeiro, 1968)

  • Alessandra Vannucci Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Bruno Moraes Regenthal Uuniversidade Federal de Ouro Preto

Resumo

A trajetória do Teatro Novo, reconstruída a partir de fontes inéditas do Arquivo Gianni Ratto (SP), implanta no Rio de Janeiro em pleno 1968 um projeto de “teatro estável” que resiste ao autoritarismo do regime sendo por ele esmagado, após oito meses de intensa atividade. Analisamos as ideias que estruturavam o projeto e seus encaminhamentos, com os quais Ratto pretendia consolidar a autossuficiência do empreendimento por meio da produção em equipe, de um espaço polivalente para um repertório eclético que incluía dança e música além do teatro dramático e de um centro de formação permanente, seja da classe artística e seja do público. As discrepâncias ente projeto e práticas são sintomas da possível relevância que o Teatro Novo significou no panorama contra cultural (inclusive motivando a seu triste fim) embora seu diferencial e legados tenham sido omitidos até agora nas histórias do teatro e da cultura no Brasil.

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Biografia do Autor

Alessandra Vannucci, Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Diretora e Dramaturga, doutora em Letras na PUC-Rio, docente em Direçao Teatral na ECO-UFRJ e de Processos Criativos no PPGAC-UFRJ
Bruno Moraes Regenthal, Uuniversidade Federal de Ouro Preto

Bolsista de Iniciação Científica na pesquisa orientada por Alessandra Vannucci sobre "Companhias viajantes" no DEART/UFOP (2012), partecipou da pesquisa que deu base para este ensaio.

Publicado
2018-12-28
Como Citar
Vannucci, A., & Regenthal, B. (2018). Expulsos, como os atores italianos do Palais de Bourgogne. Sala Preta, 18(2), 57-83. https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v18i2p57-83
Seção
DOSSIÊ ASPECTOS DA CENA MODERNA NO BRASIL