A Africa Central e os Lugares de Memória do Tráfico Atlântico na Costa de Maraú: Etnônimos, Etnicidade e Diaspora

  • Cristiane Batista da Silva Santos Universidade do Estado da Bahia
Palavras-chave: África Central, Tráfico ilegal, Etnônimo, Diáspora

Resumo

A proposta deste artigo é a de discutir de forma articulada duas questões relacionadas ao tráfico atlântico ilegal e a conformação do cenário sul baiano em torno da vila de Maraú, indicando os lugares de desembarque e as memórias dos que ali chegaram à costa da península no século XIX. As ações de liberdade mostram tanto a estratégia de resistência quanto o mapeamento desses lugares de desembarque. O segundo propósito é discutir como as relações de trocas diretas entre a África Central e o sul da Bahia com o zimbo e farinha de mandioca ocasionaram em contrapartida a entrada de centro africanos na região que incidiram, entre outras influencias, nas manifestações culturais na Vila de Maraú expressa nos atos denominativos dos lugares, como os etnônimos e as sociabilidades como marcas de etnicidade e memória.

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Biografia do Autor

Cristiane Batista da Silva Santos, Universidade do Estado da Bahia
Cristiane Batista da Silva Santos, Doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos - CEAO/UFBA, Professora de História da África do Departamento de Ciências Humanas da UNEB.
Publicado
2013-01-06
Como Citar
Santos, C. (2013). A Africa Central e os Lugares de Memória do Tráfico Atlântico na Costa de Maraú: Etnônimos, Etnicidade e Diaspora. Sankofa (São Paulo), 6(10), 63-95. https://doi.org/10.11606/issn.1983-6023.sank.2013.88894
Seção
Artigos