Sexo e desejo: o jogo da leitura em Je t’aime… moi non plus

Palavras-chave: Produção de sentido, Roland Barthes, Cinema francês.

Resumo

O presente ensaio propõe uma leitura semiológica do filme Je T’Aime… Moi non plus, dirigido por Serge Gainsbourg, na França, em 1976. O estudo tem como teórico norteador Roland Barthes, para quem o processo de produção de sentido, se dá a partir de uma relação entre forma e conteúdo, onde menos importa o significado, do que jogo estrutural dos significantes. Trata-se de uma percepção que pluraliza a definição de texto e o percebe como espaço de realização da subjetividade, não apenas do autor, mas também do leitor. Barthes esboça, então, uma Teoria da Leitura, onde defende a vocação do sujeito que lê em deixar-se atravessar pela linguagem e restaurar a polissemia do sentido. Sob este pressuposto, observamos que tal narrativa cinematográfica propõe um jogo previsível a este sujeito, onde ora o signo parece amarrado ao estereótipo, e ora indica uma ruptura com essa cristalização do sentido.

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Biografia do Autor

Bibiana de Paula Friderichs, Universidade de Passo Fundo
Possui graduação em Comunicação Social Radialismo pela Universidade de Passo Fundo (2000), graduação em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (2003), mestrado (2006) e doutorado (2010) em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Desde 2004, Bibiana é professora na Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade de Passo Fundo, junto aos cursos de Jornalismo e Publicidade. Suas pesquisas vinculam-se ao jornalismo, a produção de sentido e a convergência de mídias.

Referências

BARTHES, R. O rumor da língua. São Paulo: Editora Brasiliense, 1988.

________. O grão da voz. Lisboa: Edições 70, 1981.

________. O prazer do texto. São Paulo: Perspectiva, 1973.

________. Mitologias. São Paulo: Bertran Brasil, 2001.

JE T’AIME… MOI NON PLUS (Paixão selvagem). GAINSBOURG, S. França, 1976.

MARIE, M. Os últimos 20 anos do cinema francês (1986-2006). In: MASCARELLO, F. e BAPTISTA, M. (org.). Cinema mundial contemporâneo. Rio de Janeiro: Papirus, 2008.

Publicado
2016-08-22
Como Citar
Friderichs, B. (2016). Sexo e desejo: o jogo da leitura em Je t’aime… moi non plus. Significação: Revista De Cultura Audiovisual, 43(45), 274-288. https://doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.2016.102975