Cavação e cinema doméstico: rupturas e continuidades em imagens de família

  • Thais Continentino Blank Fundação Getúlio Vargas
Palavras-chave: cinema doméstico, cavação, cinema e história

Resumo

Imagens de cunho familiar são projetadas em tela grande desde os primórdios do cinema. No Brasil, a família burguesa ocupou um lugar de destaque no universo das representações cinematográficas ainda nos primeiros anos do século XX, quando os cineastas cavadores se dedicaram a registrar em película diferentes rituais e celebrações da elite nacional. No entanto, foi a partir da década de 1920, com o desenvolvimento da tecnologia voltada exclusivamente para a produção amadora, que as cenas da vida privada e doméstica passaram para a película capturadas pelo próprio clã familiar. Neste artigo propomos investigar as possíveis relações e as diferentes representações familiares geradas pela cavação dos anos 1910 e pelo cinema doméstico dos anos 1920 e 1930.

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Biografia do Autor

Thais Continentino Blank, Fundação Getúlio Vargas

Doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2015), e em Histoire Culturelle et Sociale de l’Art pela Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne (2015). Professora adjunta da Escola de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais da FGV. Coordenadora do Núcleo de Audiovisual e Documentário (CPDOC/FGV) e do Grupo de Trabalho “Outros Filmes” da Associação dos Investigadores da Imagem em Movimento (AIM/Portugal).

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Publicado
2018-07-04
Como Citar
Blank, T. (2018). Cavação e cinema doméstico: rupturas e continuidades em imagens de família. Significação: Revista De Cultura Audiovisual, 45(50), 159-178. https://doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.2018.139943
Seção
Artigos