O repórter e a reportagem televisiva

a cobertura do atentado contra o Charlie Hebdo

  • Ana Paula Goulart Ribeiro Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Igor Sacramento Universidade Federal do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Televisão, cultura, Brasil, França, jornalismo

Resumo

Este artigo compara as coberturas dos programas Jornal Nacional (da TV Globo) e Le 20 Heures (do canal TF1) sobre o atentado terrorista ao jornal francês Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015, a partir das diferentes formas de performance dos repórteres em duas culturas televisivas distintas: a brasileira, marcada pela subjetivação, e a francesa, pela descorporalização.

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Biografia do Autor

Ana Paula Goulart Ribeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ.

Igor Sacramento, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ e do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Publicado
2019-01-31
Como Citar
Ribeiro, A. P., & Sacramento, I. (2019). O repórter e a reportagem televisiva. Significação: Revista De Cultura Audiovisual, 46(51). https://doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.2019.147446