Cota de tela (Lei nº 12.485/2011) e a produção independente na TV paga

Palavras-chave: audiovisual, cota de tela, lei da TV Paga, produção independente

Resumo

Este artigo examina a repercussão da cota de tela implantada na TV por assinatura no Brasil pela Lei nº 12.485/2011 para ampliação dos espaços de exibição da produção independente nacional, como ação da política de fomento gerida pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). Parte-se dos resultados da chamada Prodav 01/2013 do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), destinada ao investimento em projetos de produtoras independentes em parceria com canais e tendo a televisão como primeira janela de exibição. Busca-se compreender o que caracteriza os fluxos de parcerias constituídas e, a partir disso, o que esses resultados dizem sobre a aplicação da cota de tela na TV paga brasileira.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Kátia Santos de Morais, Universidade do Estado da Bahia

Professora Assistente da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Departamento de Ciências Humanas (DCH1). Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA PRODUÇÃO DE OBRAS AUDIOVISUAIS (APRO); SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE). Mapeamento e impacto econômico do setor audiovisual no Brasil. 2016.

AUTOR. “título”. 2018. 262 f. Tese (doutorado), Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Comunicação.

AUTRAN, A. “O pensamento industrial cinematográfico brasileiro: ontem e hoje”. In: MELEIRO, A. (org). Cinema e mercado. São Paulo: Escrituras, 2010, p.15- 34.

BADENES, D. “Con la excusa de la convergencia: el desguace por decreto de la ley audiovisual y la promessa de una nova regulación”. In: GONZÁLEZ, N.; NICOLOSI, A.(comp). Transiciones de la escena audiovisual: perspectivas y disputas. Bernal: Universidad Nacional de Quilmes, 2017, p.10-24.

BENNETT, J.; KERR, P. “A 360º Public Service Sector? The role of independent production in the UK’s Public service broadcasting landscape. In: LOWE, G.F. & STEEMERS, J. (eds.) Regaining The Initiative For Public Service Media: RIPE@2011. Gothenburg: Nordicom & University of Gothenberg Press. 2012.

BOLAÑO, C.; MANSO, A. C. “Para uma economia política do audiovisual brasileiro. Cinema, televisão e o novo modelo de regulação da produção cultural”. In: MELEIRO, A. (org.). Cinema e Economia Política. São Paulo: Escrituras Editora, p.87-100, 2009.

D’ÁVILA, R. “Séries dramáticas no Brasil: entrevistas com quem faz”. In: RODRIGUES, S.. Como escrever séries: roteiro a partir dos maiores sucessos da TV. São Paulo: Aleph, 2014, p. 213-217, 2014.

HARDY, J. Critical Political Economy of the media: an introducion. Routledge: New York, NY, 2014.

IKEDA, M. Cinema brasileiro a partir da retomada. São Paulo: Summus, 2015.

JAMBEIRO, O. Regulando a TV: uma visão comparativa no Mercosul. Salvador: Edufba, 2000.

KERR, P. Making film programmes for the BBC and Channel 4: the shift from in-house 'producer unit' to independent 'package-unit' production. Historical journal of Film, Radio and Television, v.33, n.3, p.434-453, 2013.

MORAIS, K. A Política de Fomento ao Audiovisual no Brasil e o lugar da TV. Eptic Online, v.18, n.2, maio-agosto, 2016, p.65-85.

MURDOCK, G. “Television and citizen: In defense of public broadcasting”. In: TOMLINSON, A. Consumption, identity, and style. Marketing, meanings, and the packaging of pleasure. Routledge: London, UK; New York, EUA, 2.ed. p. 54-69, 2005.

NICOLOSI, A. “La ficción televisiva a partir de la Ley SCA: “des-centrando” la producción y la empleabilidad técnica”. In: NICOLASI, Alejandra (comp.). La televisión en la década kirchnerista: democracia audiovisual y batalla cultural. Bernal: Universidad de Quilmes, 2014, p. 47- 62.

NORTH, S.; OLIVER, J. Manager perceptions of the impact of consolidation on the UK Independent Television Production Industry. Journal of Media Business Studies, v.7 Issue 2, p.21-38, 2010.

SAINT-LAURENT, M.; TREMBLAY, G. Canadian television broadcasters and national audiovisual production: the atitude of the private sector. Irish communications review. v.4, p.47-59, 1994.

SIMIS, A. Produção independente e televisão. Revista Eptic online. v.2, n.1,p. 48-59, jan-jun./2000.

SIMIS, A. “Cinema e política cinematográfica”. In: BOLAÑO, C.; GOLIN, S.; BRITTOS, V. Economia da arte e da cultura. São Paulo: Itaú Cultural; São Leopoldo: Cepos/Unisinos; Porto Alegre: PPGCOM/UFRGS; São Cristóvão: Obscom/UFS, p. 137-164, 2010.

SIMIS, A.; MARSON, M. “Do cinema para o audiovisual: o que mudou?”. In: Percepções: cinco questões sobre políticas culturais. São Paulo: Rumos Itaú Cultural, p. 21-34, 2010.

Publicado
2019-07-01
Como Citar
Morais, K. (2019). Cota de tela (Lei nº 12.485/2011) e a produção independente na TV paga. Significação: Revista De Cultura Audiovisual, 46(52). https://doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.2019.147815