Guerra Fria e liberdades civis, ontem e hoje, em Ponte dos Espiões

  • Fábio Luciano Francener Pinheiro Faculdade de Artes do Paraná
Palavras-chave: Spielberg, história, Guerra Fria, liberdades civis, espionagem

Resumo

Procuramos expor como Steven Spielberg, cineasta de apelo popular, com uma filmografia repleta de filmes históricos, aborda a Guerra Fria em Ponte dos Espiões (2015) e como o diretor associa aquele período à defesa das liberdades civis. Selecionamos alguns trechos do filme e buscamos indicar cinematograficamente – na composição dos planos, movimentos de câmera, iluminação, cores e pelo olhar dos personagens – as formas visuais construídas pelo cineasta para um acontecimento histórico que levou um advogado a defender um espião soviético em 1957. Também conectamos o filme ao momento em que foi lançado, de hostilidades entre Estados Unidos e Rússia.

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Biografia do Autor

Fábio Luciano Francener Pinheiro, Faculdade de Artes do Paraná

Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), na linha de pesquisa História, Teoria e Crítica. Mestre em Ciências da Comunicação (Técnicas e Poéticas da Comunicação) pela ECA/USP. Possui Especialização em Produção Independente em Cinema e Vídeo pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP) e em Administração pelo Centro Universitário Franciscano do Paraná. É graduado em Comunicação Social (Jornalismo) pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Cursou Letras na Universidade Federal do Paraná (UFPR). É Professor Adjunto da Graduação em Cinema da UNESPAR Curitiba II, onde desenvolve pesquisa sobre audiovisual e história e coordena projeto de extensão sobre Narrativa Seriada.

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Publicado
2019-07-01
Como Citar
Pinheiro, F. (2019). Guerra Fria e liberdades civis, ontem e hoje, em Ponte dos Espiões. Significação: Revista De Cultura Audiovisual, 46(52). https://doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.2019.147837