Os que conhecem, conhecem bem: teoria do ponto de vista e arqueologia de gênero

  • Alison Wylie University of Washington. Philosophy Department
Palavras-chave: Arqueologia de gênero. Objetividade. Teoria do ponto de vista. Filosofia feminista da ciência. Construtivismo social

Resumo

Neste artigo, argumento que – ao expor o androcentrismo do sistema referencial de suposições consideradas como óbvias e levantando a questão da confi abilidade de normas entrincheiradas de justifi cação – a arqueologia de gênero é mais bem entendida como uma forma de construtivismo social relutante. Ela expõe inadvertidamente a contingência de compromissos fundacionais, do conteúdo e da prática, que se presumiu serem neutros com respeito aos interesses situados dos praticantes, contextualmente independentes e trans-historicamente estáveis. Mas longe de minar fatalmente a objetividade do empreendimento, argumento que essas implicações mais radicais da arqueologia de gênero ilustram o valor da análise construtivista social como um recurso epistêmico. Deve-se atentar para o papel epistêmico positivo que ela pode ter como catálise para os tipos de crítica transformadora que são essenciais para o bom funcionamento da ciência. Argumento que um compromisso com a análise construtivista em curso deveria ser um componente central das concepções procedimentais da objetividade que levam a sério a necessidade de mobilizar ao invés de marginalizar os diversos recursos epistêmicos dos conhecedores situados

Biografia do Autor

Alison Wylie, University of Washington. Philosophy Department
Philosophy Department, Washington University, Seattle, United States. Durham University, United Kingdom
Publicado
2017-06-14
Como Citar
Wylie, A. (2017). Os que conhecem, conhecem bem: teoria do ponto de vista e arqueologia de gênero. Scientiae Studia, 15(1), 13-38. https://doi.org/10.11606/51678-31662017000100002
Seção
Artigos