O poema em prosa no Brasil: ângulos de experimentação

  • Jefferson Agostini Mello Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Palavras-chave: Poema em prosa, Simbolismo no Brasil, Cruz e Sousa, Raul Pompeia

Resumo

Muitos dos poemas em prosa de Cruz e Sousa e de Raul Pompeia constituem uma metáfora da própria escrita do poema em prosa e da sua característica de work in progress. Ainda, em sua ambivalência, alguns podem remeter igualmente ao aspecto provisório da sociedade brasileira, sempre em transformação e pronta para se reinventar, pois, em boa medida, dependente dos rumos do capital internacional. Mas, ao dialogarem com esse contexto histórico, também por conta de seus traços formais, alguns poemas em prosa desses autores também fazem, indiretamente, a crítica do que as elites desejavam permanente e acabado: a Europa nos trópicos. Este texto explora as potencialidades críticas do poema em prosa de Cruz e Sousa e Raul Pompeia a partir de aspectos como inacabamento, deformidade e monstruosidade.

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Biografia do Autor

Jefferson Agostini Mello, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
é professor de literatura da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo e credenciado no Programa de Pós-Graduação em Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É autor de Um poeta simbolista na República Velha: literatura e sociedade em Missal de Cruz e Sousa (Florianópolis: Editora da UFSC, 2008). Seus temas atuais de pesquisa são o Simbolismo no Brasil e a ficção brasileira contemporânea.
Publicado
2014-06-23
Como Citar
Mello, J. (2014). O poema em prosa no Brasil: ângulos de experimentação. Teresa, (14), 95-110. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/teresa/article/view/99458