Nova ideologia alemã? A teoria social envenenada de Niklas Luhmann

Autores

  • Laurindo Dias Minhoto Universidade de Sao Paulo; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciencias Humanas; Departamento de Sociologia
  • Guilherme Leite Gonçalves Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.1590/0103-2070201522

Resumo

O artigo discute possibilidades para a apreensão crítica de certos elementos da teoria dos sistemas elaborada por Niklas Luhmann. Argumenta-se que a leitura desse modelo teórico nos termos de uma atualização sociológica sofisticada das patologias da modernidade se encontra em tensão com a promessa involuntária de mediação recíproca entre sistema e ambiente que não operaria nem à base de colonizações, nem à base de tautologias cegas, num movimento análogo ao pensado por Theodor W. Adorno para a dialética negativa entre sujeito e objeto. Essa promessa requereria outras condições sociais para que pudesse se realizar plenamente e essa coexistência difícil entre descrição e norma, alta plausibilidade e implausibilidade descritivas responderia pela potência crítica da teoria. Por fim, indica-se um caminho para o uso em negativo da teoria dos sistemas como modelo crítico - um marcador de tendências de desdiferenciação funcional que se articulam à racionalidade econômica imperialista do neoliberalismo, em especial, à tendência para a formação de distintas "indústrias" em diferentes âmbitos da vida social contemporânea.

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Publicado

2015-12-01

Como Citar

Minhoto, L. D., & Gonçalves, G. L. (2015). Nova ideologia alemã? A teoria social envenenada de Niklas Luhmann . Tempo Social, 27(2), 21-43. https://doi.org/10.1590/0103-2070201522

Edição

Seção

Dossiê - Teoria dos Sistemas e Crítica da Sociedade