Uma sociologia da condição proletária contemporânea

Autores

  • Ruy Braga USP; Departamento de Sociologia

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0103-20702006000100008

Palavras-chave:

Trabalho informacional, Condição proletária, Teleoperadores, Classes sociais

Resumo

Com o incremento do processo de terceirização experimentado pelas empresas ao longo das duas últimas décadas, um novo tipo de trabalhador desenvolveu-se na periferia do sistema produtivo: o teleoperador. Responsável por um contingente diversificado de atividades informacionais, o trabalho do teleoperador despertou, pela força de seu sólido crescimento numérico, o interesse de vários pesquisadores em diferentes áreas do conhecimento. Por meio da análise do trabalho do teleoperador, o propósito deste artigo é contribuir para uma reflexão acerca da renovação da própria condição proletária contemporânea. Ao contrário do que muitos previam há quinze anos, a revolução informacional não foi capaz de superar a oposição existente entre as atividades laborais de execução e as de concepção: serviu, antes, como um privilegiado instrumento de controle e de rotinização da força espiritual do trabalho. Para tanto, pretendemos seguir algumas indicações sobre a condição operária contemporânea presentes no inspirador estudo de Stéphane Beaud e Michel Pialoux acerca da montadora Peugeot de Sochaux-Montbéliard.

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Publicado

2006-06-01

Como Citar

Braga, R. (2006). Uma sociologia da condição proletária contemporânea . Tempo Social, 18(1), 133-152. https://doi.org/10.1590/S0103-20702006000100008

Edição

Seção

Diálogos com Pialoux e Beaud