Etnografia dissonante dos tribunais do júri

Autores

  • Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer USP; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; Departamento de Antropologia

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0103-20702007000200004

Palavras-chave:

Tribunais do Júri, Etnografia, Obras coletivo-imaginativas

Resumo

A partir de etnografia realizada, entre 1997 e 2001, nos cinco Tribunais do Júri da cidade de São Paulo, questiono se tribunais, em geral, e os do júri, em particular, se esgotam como arenas de luta nas quais o binômio dominação-sujeição se realiza de forma privilegiada. Sustento que, embora observemos, nesses espaços, rituais que reiteram hierarquias tradicionalmente estabelecidas, eles também permitem a construção de novas subjetividades e a redefinição de experiências sociais. Os fatos-dramas reconstituídos nos júris estão longe de seus contextos originais tanto quanto da possibilidade de se explicarem legalmente. Eles são de outra natureza, cujo sentido só se alcança no domínio ritualizado, lúdico e poético de sua própria expressão.

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Publicado

2007-11-01

Como Citar

Schritzmeyer, A. L. P. (2007). Etnografia dissonante dos tribunais do júri . Tempo Social, 19(2), 111-129. https://doi.org/10.1590/S0103-20702007000200004

Edição

Seção

Dossiê - Sociologia do Judiciário