Estática e dinâmica do capitalismo tardio na teoria crítica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2018.145019

Palavras-chave:

Teoria crítica, Herbert Marcuse, Theodor Adorno, Capitalismo tardio

Resumo

O objetivo deste artigo é uma interpretação da teoria social de Theodor Adorno e Herbert Marcuse. Para tanto, reconstruímos aspectos de seus diagnósticos de época em dois momentos históricos, o nazismo e o pós-guerra europeu. Apesar de suas particularidades, Adorno e Marcuse partilham a pretensão de compreender a dialética entre aspectos dinâmicos e certa invariância estática, que caracteriza as sociedades burguesas. O desenvolvimento da teoria crítica deve ser entendido, então, como o exame dos traços permanentes da sociabilidade capitalista ao mesmo tempo em que esta se transforma no curso da história. Como conclusão, apresentamos uma breve reflexão sobre a atualidade da teoria crítica para interpretar fenômenos sociais contemporâneos.

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Biografia do Autor

Caio Vasconcellos, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Pesquisador de pós-doutorado, bolsista Fapesp (processo 2016/11491-3), do Departamento de Sociologia da Unicamp.

Vladimir Puzone, Universidade de Brasília.

Pós-doutorando (bolsista PNPD/CAPES) junto ao Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília.

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Publicado

2018-12-13

Como Citar

Vasconcellos, C., & Puzone, V. (2018). Estática e dinâmica do capitalismo tardio na teoria crítica. Tempo Social, 30(3), 85-102. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2018.145019

Edição

Seção

Dossiê: Teoria crítica