Governação Pública em Rede: Contributos para sua Compreensão e Análise (em Portugal e Brasil)

Palavras-chave: Redes, Governação pública, Fatores críticos, Portugal, Brasil

Resumo

Este artigo pretende apresentar uma revisão crítica da literatura sobre a governação pública em rede, abordando as diferentes tipologias de redes, os seus benefícios e desafios, as principais abordagens teóricas e metodológicas do seu estudo e os fatores críticos para o seu sucesso, em particular nos contextos da governação pública em Portugal e no Brasil. A relevância da análise decorre de este modo de governação ser crescentemente usado em diversos países, mas ser ainda alvo de pouca atenção acadêmica e política, sobretudo em contextos com tradição de governação hierárquica, tal como acontece nesses dois países. Assim, consideram-se essenciais contributos para compreender este fenômeno e fomentar a sua análise em tais contextos.

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Biografia do Autor

Luis F. Mota, Universidade de Aveiro

Doutor em administração pública pela Universidade de Lisboa. Desenvolve investigação nos domínios da governação em rede, do processo de políticas públicas, da reforma do setor público e da governação local. Atualmente, é professor auxiliar convidado na Universidade de Aveiro e investigador na Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOPP) da mesma universidade.

Bernadete Bittencourt, Universidade de Aveiro

Doutora em sociologia econômica e das organizações pela Universidade de Lisboa. Professora auxiliar convidada do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território, Universidade de Aveiro. Investigadora da unidade de investigação em governança, competitividade e políticas públicas, Universidade de Aveiro (GOVCOPP) e do laboratório de investigação em ciências sociais e gestão (CSG/Lisbon School of Economics and Management), Universidade de Lisboa.

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Publicado
2019-08-07
Como Citar
Mota, L., & Bittencourt, B. (2019). Governação Pública em Rede: Contributos para sua Compreensão e Análise (em Portugal e Brasil). Tempo Social, 31(2), 199-219. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2019.147567
Seção
Artigos