A doença também cura: a doença como fonte de autêntica vida humana na obra literária de Fernando Namora

Palavras-chave: literatura e medicina, medicina narrativa, doença

Resumo

A partir dos livros Retalhos da vida de um médico, O homem disfarçado e Domingo à tarde, do escritor português Fernando Namora, nos quais os protagonistas são médicos, refletimos sobre: ficcionalização da atividade clínica; interseção dos conhecimentos individuais do doente e universais da doença (convocando o conceito lukácsiano de particularidade); significados e preconceitos que à doença se poderão associar (pessoal e socialmente); estados psicológicos e emocionais dos doentes e dos médicos (partindo nestes da confissão e autoanálise); anamnese e interação médico-paciente; contributo da enfermidade para a queda das máscaras dos que com ela têm de lidar, pacientes e clínicos.

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Biografia do Autor

Fernando Teixeira Batista, Universidade do Porto. Faculdade de Letras

Licenciatura em Humanidades Clássicas pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa.

Mestrado em Supervisão Pedagógica em Ensino do Português, pela Universidade do Minho, com uma dissertação sobre a leitura de poesia na escola.

Doutoramento em Literaturas e Culturas Românicas, na especialidade de Literatura Portuguesa, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com uma tese sobre a obra literária de Fernando Namora. 

Participação em congressos internacionais com comunicações sobre a obra de Fernando Namora e sobre a relação Medicina/Literatura. 

Publicação de artigos em livros e revistas nacionais com textos sobre a obra literária de Fernando Namora e sobre a literatura portuguesa neorrealista.

Publicado
2016-09-27
Como Citar
Batista, F. (2016). A doença também cura: a doença como fonte de autêntica vida humana na obra literária de Fernando Namora. Via Atlântica, (29), 239-252. https://doi.org/10.11606/va.v0i29.107145
Seção
Dossiê 29: Tecidos do Humano - Literatura e Medicina