ORDEM, GÊNERO E TRANSGRESSÃO EM A SENHORA DE PANGIM, DE GUSTAVO BARROSO

Palavras-chave: gênero, identidade nacional, ficção, história, literatura colonial portuguesa do século XX

Resumo

Em 2017, completaram-se os 85 anos da publicação do romance histórico A Senhora de Pangim, do brasileiro Gustavo Barroso (1932). Foi reeditada em Lisboa pela Agência Geral das Colônias, nas comemorações dos centenários portugueses (1940). No Brasil, ainda foi republicada na forma de quadrinhos "para adultos", em 1958. Após essa última edição, o romance caiu no esquecimento. A narrativa procura reconstruir, por questionáveis fontes documentais, a biografia de Dona Maria Úrsula de Abreu e Lencastre, filha de portugueses, nascida no Brasil, e que se engajou no exército d'El Rey, no alvorecer do século XVIII, como o soldado Baltazar do Couto Cardoso, tendo servido em Goa, pelo menos, até 1714. Facilmente inserida na série literária da "donzela guerreira", A senhora de Pangim impõe uma reflexão pertinente aos estudos queer.

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Biografia do Autor

Mário César Lugarinho, Universidade de São Paulo (USP)

Professor Associado da Universidade de São Paulo na área de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Desde 2001, é bolsista de produtividade em pesquisa (nível 2) do CNPq. Possui graduação em Letras (1988) e especialização em Teoria Literária (1989) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mestrado (1993) e doutorado (1997) em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Fez estágios de pós-doutoramento na Universidade Federal de Minas Gerais (2002) e no Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa (2012-2013); em 2012, prestou concurso de Livre-docência na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Foi Professor Associado da Universidade Federal Fluminense, nas áreas de Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (1994-2007). Com outros pesquisadores, fundou, em junho de 2001, a Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH). Publicou livros, artigos em revistas especializadas e capítulos de livros, no Brasil e no Exterior. Possui experiência na área de Letras, com ênfase em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e Literatura Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, Estudos Pós-coloniais, Estudos Culturais e Estudos Queer.

ResearcherID: E-4551-2013

USP-URL: http://dlcv.fflch.usp.br/node/539

Publicado
2018-09-11
Como Citar
Lugarinho, M. C. (2018). ORDEM, GÊNERO E TRANSGRESSÃO EM A SENHORA DE PANGIM, DE GUSTAVO BARROSO. Via Atlântica, (33), 253-272. https://doi.org/10.11606/va.v0i33.139982
Seção
Dossiê 33: Queerizar o cânone luso-afro-brasileiro