NOVAS CARTAS PORTUGUESAS: A VAGINA DENTADA DAS TRÊS MARIAS

Palavras-chave: sexualidade feminina, pornografia, erotismo, corpo

Resumo

Quando, em 1972, as Três Marias publicam Novas cartas portuguesas, este acontecimento provoca uma verdadeira “onda de choque”, devido ao tema que as atravessa, ou seja, a “vida íntima (sexual) das mulheres” (Lamas, 1974). Assim, alguns anos mais tarde, M. L. Pintasilgo, afirma que existe “um excesso que não enquadra na normalidade [e que] reside no facto de que as fronteiras entre o erotismo e a pornografia são ultrapassadas”. Propomo-nos explorar a vertente transgressiva do texto, atentando para uma ruptura com as convenções de representação dominantes em matéria de erotismo/pornografia, isto é, a passagem do “ob/scene” ao “on/scene” da sexualidade feminina. A outra transgressão será a descrição da parte mais íntima da anatomia feminina: o seu sexo – um novo território a ser visto e explorado pela mulher.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Alda Maria Lentina, Dalarna University

Professora Auxiliar na Universidade de Dalarna, Suécia. Doutorada pela Universidade de Paris-Sorbonne – Paris IV, com uma tese intitulada Agustina Bessa-Luís et l´écriture de l’Histoire (2012), orientada pela Professora Dra Maria Graciete Besse e para a qual beneficiou de uma bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. É membro permanente do Centro de Pesquisas Kultur, identitet och gestaltning (KIG) - Grupo Litteratur, Identitet och Transkulturalitet (LIT) na Universidade de Dalarna e do Centre de Recherches Interdisciplinaires sur les Mondes Ibériques (CRIMIC) na Universidade de Paris-Sorbonne, Paris IV. Áreas actuais de pesquisa: Literatura dos países lusófonos, História das mulheres, Imagens e Representações do feminino e do masculino, “Écriture-femme”, Alteridade, pós-modernidade, Identidade nacional e Desconstrução, “Gender Studies” e “Postcolonial studies”.

Publicado
2018-09-11
Como Citar
Lentina, A. (2018). NOVAS CARTAS PORTUGUESAS: A VAGINA DENTADA DAS TRÊS MARIAS. Via Atlântica, (33), 241-251. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/viaatlantica/article/view/140254
Seção
Dossiê 33: Queerizar o cânone luso-afro-brasileiro