http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/issue/feedVia Atlântica2020-01-14T18:17:01-02:00Mário César Lugarinhoviaatlantica@usp.brOpen Journal Systems<p class="western">A Revista <em><em><strong>Via Atlântica</strong>,</em></em> publicação semestral do <strong>Programa de Pós-Graduação de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa </strong>da<strong> Universidade de São Paulo</strong>, tem por objetivo levar aos estudiosos, do Brasil e do Exterior, resultados de investigações desenvolvidas por especialistas nas áreas de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, Literatura Comparada, Literatura Infantil e Juvenil, Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e de outras literaturas e culturas que se expressam em português. Faz parte ainda do escopo da <em>Via Atlântica</em> a publicação de artigos que tratem das relações interdisciplinares da Literatura com outras Linguagens e com outras Formas do Saber. A publicação abrange, além de um Dossiê temático, outros trabalhos inéditos sob a forma de Ensaios, Artigos, Entrevistas e Resenhas de livros de interesse para os Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa e áreas correlatas. A revista <em>Via Atlântica </em>está inserida na área temática de Outras Literaturas Vernáculas, conforme tabela de áreas do conhecimento do CNPq (8.02.07.00-6).</p>http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/165413EDITORIAL N. 362020-01-14T18:02:01-02:00Helder Garmeshelder@usp.brCibele E. V. Aldrovandialdrovan@yahoo.comCielo Griselda Festinocielofestino@gmail.com2019-12-29T21:29:12-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/162015EM TORNO DO FIM: GOA TARDO-COLONIAL NO CICLO DE CONTOS MONÇÃO (1963) DE VIMALA DEVI2020-01-14T17:47:31-02:00Paul Melo e Castropaul.castro@glasgow.ac.uk<p>Neste artigo, analisamos <em>Monção </em>(1963) da escritora goesa Vimala Devi como um ciclo de contos, ou seja, um género que difere tanto do romance tradicional quanto da coletânea não integrada de curtas narrativas, alvitrando que esta afiliação genérica torna possível uma peculiar representação de Goa tardo-colonial. Apoiando-nos em várias teorizações das características desse género, esmiuçamos as interligações e rupturas presentes neste ciclo, concluindo que é essa oscilação entre forças centrípetas e centrífugas que perfazem o retrato de uma sociedade unida por suas divisões.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/159656AS POLÍTICAS DO CÂNONE: QUEM SE MARGINALIZA E POR QUÊ? O CASO DE VIMALA DEVI2020-01-14T17:48:58-02:00Joana Passosjfvpassos@gmail.com<p>Este artigo discute a formação de cânones nacionais face a escritores no exílio. Em segundo lugar questiona a preponderância de critérios políticos na receção de escritores que escrevem durante o período de descolonização, submetendo critérios estéticos e intelectuais ao alinhamento com determinadas ideologias.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/160088O HUMANISMO ORIENTAL DE ADEODATO BARRETO E O CONTEXTO POLÍTICO INTERNACIONAL DA DÉCADA DE 19302020-01-14T17:49:49-02:00Lucas Henrique Lima Vecchivecchi.lucas@gmail.comDuarte Nuno Drumond Bragaduartedbraga@gmail.com<p><em>Civilização hindu</em>, do ensaísta goês Adeodato Barreto no ano de 1935, além de ser uma apresentação ao público português da civilização milenar indiana, foca a “Nova Índia”, renascida para a luta anticolonial de Gandhi e de Tagore. Possui referências a um vasto panorama internacional dos anos 30, passando pelos fascismos, pelo colonialismo europeu e, implicitamente, pelo salazarismo português. O objetivo deste texto é mostrar como o seu discurso de defesa da Índia se relaciona com uma crítica ao fascismo, ao totalitarismo e ao colonialismo. Para esse efeito exploraremos também a concepção de humanismo oriental enquanto forma de indianismo goês.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/160272O ARROZ COMO METÁFORA EM O SIGNO DA IRA (1961), DE ORLANDO DA COSTA2020-01-14T17:52:16-02:00Maria de Lourdes Bravo da Costalbravodacosta@rediffmail.com<p>O artigo discute a relação <em>bhatkar-mundkar</em> e o modo como o cultivo e a produção do arroz são usados por Orlando da Costa no romance <em>O Signo da Ira</em>. O autor descreve, no contexto de Goa, os conflitos sociais como estando centrados na relação entre o <em>mundkar </em>(trabalhador rural) e o <em>bhatkar</em> (proprietário). A fragilidade da situação social de quem cultiva o arroz por conta de outros e estando, ao mesmo tempo, dependente dele para a sua própria subsistência, é o foco central do romance. A obra salienta a importância do arroz no quadro da economia goesa e o modo como a alimentação pode ter um papel importante na organização e regulação social.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/160332AS CRÔNICAS DE JÚLIO GONÇALVES NA REVISTA ILlUSTRAÇÃO GOANA (1864-1866)2020-01-14T17:53:00-02:00José Antonio Pires de Oliveira Filhoantonio_piresoliveira@yahoo.com.br<p>O presente artigo faz uma breve apresentação sobre as crônicas produzidas por Júlio Gonçalves no periódico goês <em>Ilustração Goana</em> no século XIX. Conhecido como o primeiro contista em língua portuguesa em Goa, o autor também contribuiu muito com o periodismo literário local, pois criou e dirigiu esta que foi a revista literária com maior duração, assim como escreveu nela a mais importante parte de sua obra. As crônicas, gênero ligeiro que se estabelece entre o conteúdo literário e a velocidade jornalística têm também importância ainda pouco explorada na produção desse autor. </p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/162041“POESIA E EXÍLIO” DE LÚCIO RODRIGUES: CRÍTICA LITERÁRIA E IDENTIDADE CULTURAL NA GOAN WORLD (1924-1942)2020-01-14T17:54:35-02:00Adelaide Muralha Vieira Machadoadelaidemachado@sapo.pt<p>A revista <em>Goan World</em> publicou-se em Bombaim, em inglês, e apresentava como diretor, o Indo-Portuguese Publicity Bureau. A publicação destinava-se às comunidades goesas no mundo. Daí a escolha da língua inglesa, como aquela que melhor alargaria a rede de correspondentes da revista, e o público mais amplo a que pretendia chegar. Revista intelectual, manifestou-se contra a ditadura portuguesa e pela autonomia de Goa, numa Índia libertada, mas foi pelo viés da cultura literária que a revista mais afirmou o seu lado nacionalista, querendo demonstrar a existência de uma produção literária goesa. Lúcio Rodrigues, professor em Bombaim, fundamentando a ideia que ligava identidade e nacionalismo literário, escreveu uma crítica que pretendia alargada a toda a poesia goesa, através de três dos seus representantes em situação de exílio, em Bombaim.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/160336A ESCRITA DE MULHERES E A ESCRITA SOBRE MULHERES NA REVISTA GOESA O ACADÉMICO (1940 – 1943)2020-01-14T17:55:49-02:00Viviane Souza Madeiravs.madeira@usp.br<p>Este artigo discute textos escritos sobre mulheres por homens e mulheres na revista goesa <em>O Académico</em> (1940-1943). Embora não tenha sido particularmente voltada à leitoras, mas a um público mais amplo – a “juventude goesa” – a revista contém artigos que abordam a questão da mulher nas esferas da ciência, da política e da literatura. Como um dos seus objetivos era “emancipar intelectualmente a juventude goesa”, entendemos que a educação das jovens de Goa estava no escopo da publicação, colocando a questão de gênero também como central. Identificamos um desejo de modernização por parte da <em>intelligentsia</em> goesa que compunha o corpo editorial da revista a partir de uma preocupação com ideias mais progressistas e da presença consistente de escritoras no espaço público proporcionado por <em>O Académico</em>.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/162013POESIA E OPINION POLL: UMA ANÁLISE DO ENGAJAMENTO POLÍTICO LITERÁRIO NO PERIODISMO GOÊS PÓS-COLONIAL (1961- 1967)2020-01-14T17:57:50-02:00Marcello Felisberto Morais de Assunçãomarcellofma@gmail.com<p>Neste texto pretendemos esboçar uma análise da produção cultural e literária goesa em torno do momento do fim do colonialismo na Índia Portuguesa em 1961, por meio da análise dos periódicos <em>A Vida, Diário da Noite</em> e <em>O Heraldo</em>. Analisaremos os editoriais e poesias destes jornais para perscrutar as diferentes leituras sobre a identidade goesa no quadro do turbulento processo de transição da Goa Pós-colonial, esmiuçando as diversas relações entre o campo político e cultural.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/162033POLÍTICA E LITERATURA NA GOA OITOCENTISTA: EM TORNO DA CONSTRUÇÃO DE UM UNIVERSO DE ESCRITORES PERISTAS2020-01-14T18:17:01-02:00Luís Cabral de Oliveiralcabraldeoliveira@gmail.com<p>O presente trabalho pretende realçar a originalidade e importância do contributo goês para a política ultramarina portuguesa do século XIX enfatizando o papel de Bernardo Peres da Silva e do perismo (uma forma de organização constitucional criada na sequência da introdução do liberalismo no Estado da Índia), bem como de uma série de autores pertencentes às elites naturais católicas cujos escritos mantiveram e robusteceram o legado de Peres.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/160080RELAÇÕES CONTROVERSAS COM O OUTRO NA GOA DE SEISCENTOS2020-01-14T18:00:16-02:00Regina Célia de Carvalho Pereira da Silvapereiradasilvaregina24@gmail.com<p>A <em>diferença</em> entre os homens foi sempre uma constante na história da humanidade. Durante os primeiros anos do século XVII, várias fricções relacionais surgiram entre a Santa Sé e o Padroado Português, relativas ao envio de missionários, á ordenação sacerdotal de naturais e á administração das missões<em>.</em> Tal conflitualidade repercutiu-se nas missões presentes nas colónias portuguesas, nomeadamente em Goa. Este trabalho focaliza-se na análise de alguns manuscritos do <em>Fondo Gesuitico Collegia</em> do ARSI e quer evidenciar os elementos históricos e socioculturais dessa conjuntura, no âmbito duma visão transdisciplinar e duma ampla intercompreensão histórico-literária da convivência entre culturas.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/160313AS REPRESENTAÇÕES DAS DEVADASIS EM GOA: A PREOCUPAÇÃO PORTUGUESA COM A MORALIDADE (SÉCULOS XVI E XVII)12020-01-14T17:58:25-02:00Camila Domingos dos Anjoscamila.hstr@hotmail.com<p>O presente artigo analisa as iniciativas de coerção à conversão as <em>devadasis</em> – do concani Servas de Deus – no contexto da colonização portuguesa em Goa entre 1567-1606. As <em>devadasis</em> apareceram em tópicas específicas nos documentos oficiais que buscavam impor condutas, comportamentos e disciplinamentos às populações locais de Goa. Consideradas <em>mulher públicas</em> e associadas a lascívia, as <em>devadasis</em> foram alvos das iniciativas de imposição dos costumes portugueses e da fé cristã por parte das autoridades eclesiásticas e régias.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/155102O MOVIMENTO LITERÁRIO CYBERPUNK: A ESTÉTICA DE UMA SOCIEDADE EM DECLÍNIO2020-01-14T18:03:44-02:00Glaucio Aranhaglaucioaranha@gmail.com<p>Este ensaio aborda o movimento literário <em>cyberpunk</em>. Propõe uma reflexão sobre o modo como os autores deste subgênero de ficção científica trataram esteticamente as expectativas de transformações sociais em face a emergência das novas tecnologias de comunicação na década de 1980. Busca-se identificar como o movimento sentiu e representou as questões e tensões sociais em relação a um futuro cada vez mais marcado por um imperativo tecnológico e pelo capitalismo contemporâneo. Parte-se da contextualização do objeto, para em seguida analisar as transformações de paradigmas ocorridas ao longo da existência do movimento literário até sua saturação e seu desdobramento na chamada literatura <em>pós-cyberpunk</em>.</p>2019-11-21T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/145838ENTRE O GÊNERO E A RAÇA: UMA LEITURA DE A COR DA TERNURA, DE GENI GUIMARÃES2020-01-14T18:05:15-02:00Maurício Silvamaurisil@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo analisar o romance infanto-juvenil <em>A cor da ternura </em>(1989), de Geni Guimarães, destacando aspectos relacionados tanto à questão racial - como a afirmação identitária do negro - quanto à questão do gênero - como o papel da mulher numa sociedade patriarcal. Para tanto, este artigo procura inserir o referido romance no contexto da literatura afro-brasileira, especialmente em sua vertente infanto-juvenil.</p>2019-11-21T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/163936LITERATURA CONTEMPORÂNEA DE AUTORIA NEGRA EM PORTUGAL: IMPASSES E TENSÕES2020-01-14T18:06:22-02:00Rosangela Sarteschirosecpq@usp.br<p>O presente artigo tem por objetivo problematizar a presença autoral negra na literatura portuguesa contemporânea, procurando compreender de que maneira essa presença ocorre e os mecanismos sociais, políticos e literários de eventuais apagamentos e silenciamentos na estruturação da sociedade portuguesa. Serão abordadas questões históricas que envolvem o processo colonial português e que reverberam na estruturação dessa sociedade no século XXI, resultando no racismo como traço distintivo das relações sociais e no emudecimento frente a esse tema por parte do poder público e da sociedade em geral. Dessa perspectiva, o texto literário coloca-se como uma possibilidade de contribuição nos processos de desvelamento dos mecanismos que orientam as relações e as contradições sociais e as tensões dali decorrentes no que se refere especialmente às confrontações raciais.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/145755A ARTE DO LER, CONTAR E RECONTAR NA LITERATURA INFANTIL2020-01-14T18:08:00-02:00Victor Andre Pinheiro Cantuariove.cantuario@gmail.comFabiana Pereira Marquesmarquesf896@gmail.comMarlene Ferreira da Silvaferreiraesilva3001@gmail.com<p>Este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre o ler, o contar e o recontar como elementos constituintes do ato da contação de histórias direcionadas à criança, bem como evidenciar suas diferenças. Para tanto, fez-se uso da pesquisa exploratória a fim de se compreender melhor a maneira como essas três modalidades se relacionam no ambiente da contação de histórias infantis e procedeu-se por pesquisa bibliográfica como procedimento para o estabelecimento de base teórica a fim de se traçar as características de cada uma, assim foram selecionados autores como Cademartori (1980), Zanotto (2003), Ramos (2011) e Sisto (2007), principalmente, e outros que possam auxiliar no desenvolvimento do artigo como Garcia (2009), Santos (2014) e Bettelheim (2015). Os resultados mostraram que, de fato, as três modalidades supracitadas mantêm uma relação intrínseca entre si e que cada uma possui sua importância para o desenvolvimento pessoal, social e cognitivo da criança, contribuindo significativamente para a construção da sua leitura de mundo. Por fim, ficou evidente que a leitura é a primeira das etapas orientadora da arte do contar, haja vista que é por ela que se toma conhecimento do enredo da história que se pretende expor, e o recontar, portanto, caracteriza-se como a última, mas não menos importante, das etapas desse processo por ser através dele que a criança relembra e forma uma perspectiva daquilo que escutou.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/160790CASTRO, PAUL MELO E (ed.). Colonial and Post-colonial Goan Literature in Portuguese. Woven Palms. Cardiff: University of Wales Press, 2019.12020-01-14T18:14:49-02:00Rochelle Carmen Pintorochelle.pinto@gmail.com<p>This is a review of the book, <em>Colonial and Post-Colonial Goan Literature in Portuguese</em> edited by Paul Melo e Castro, University Of Wales Press, 2019, ISBN 978-1-78683-390-7, E-ISBN 978-1-78683-391-4</p>2019-10-15T00:00:00-03:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/164932ARENAS, Fernando. África lusófona: além da independência. São Paulo: EDUSP, 2019. Tradução de Cristiano Mazzei2020-01-14T18:11:28-02:00Larissa Lisboa Souzalari.lisboa@gmail.com2019-12-10T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/160467UMA VIDA DE UM CERTO LIRISMO: ENTREVISTA COM VIMALA DEVI2020-01-14T18:08:44-02:00Daniela Spinaspinadaniela1@gmail.com<p>Na presente entrevista, a escritora goesa Vimala Devi lembra-se da sua vida de escritora e tradutora, «uma vida convertida numa vida de um certo lirismo». Ela conta das vivências partilhadas com o seu marido Manuel de Seabra – ele também escritor e tradutor –, o qual a acompanhou durante todo o seu percurso literário e profissional até a morte, acontecida em 2017. Vimala partilha também as lembranças da sua vida em Goa, da mudança para Portugal e, sucessivamente, para Londres e Barcelona, das suas memórias da ditadura salazarista e, não menos importante, da publicação da maior obra de história da literatura de Goa em língua portuguesa, <em>A Literatura Indo-Portuguesa</em> de 1971.</p>2019-11-21T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br:80/viaatlantica/article/view/164385DOIS CONTOS INÉDITOS DE MARIA ELSA DA ROCHA: Recolha, introdução e notas de Paul Melo e Castro (Universidade de Glasgow)2020-01-14T18:10:21-02:00Maria Elsa da Rochahelder.garmes@uol.com.br<p>Maria Elsa da Rocha (1924-2007) foi uma das mais prolíficas contistas goesas de língua portuguesa do período pós-61. Teve larga produção no jornal <em>A Vida</em> de Margão, onde chegou a editar uma secção cultural, até que o jornal se transformasse em 1967 no diário concanim <em>Divtti</em>. Uma coletânea dos seus contos, intitulada <em>Vivências Partilhadas</em>, foi lançada em 2005. Os dois contos inéditos que aqui apresentamos exemplificam alguns dos paradoxos transversais à sua obra e que espelham bem a sensibilidade ambígua de uma certa elite intelectual de Goa: a sua profunda empatia pelas camadas subalternas do seu torrão natal em contraste com uma atitude conservadora sobre a sua sociedade altamente hierarquizada, uma visão de certa forma pós-colonializante, crítica do regime anterior e muitas vezes eivada de nacionalismo indiano, mas justaposta com um mundo de referências decorrentes do encontro colonial, profundamente arraigado na cultura indo-portuguesa, e um tom algo saudoso vis-à-vis dos tempos que já lá foram.</p>2019-11-28T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##